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Honda Africa Twin: análise para quem vai alugar em Lisboa

Honda Africa Twin CRF1100L: 102 cv, 231 kg e 250 mm de altura ao solo. Como anda, para quem serve e quanto custa alugar em Lisboa.

EREquipa RENT.MOTO.PTEquipa editorialPublicado26 de outubro de 2026Atualizado26 de outubro de 2026
Factos verificados em fontes oficiaisSem links patrocinados4 fontes citadas
Honda Africa Twin: análise para quem vai alugar em Lisboa
2
anos de experiência a alugar motas em Lisboa
28
motas e scooters na frota, testadas por nós
4.9
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A Honda Africa Twin é a trail grande que quase toda a gente reconhece pelo desenho e que poucos já conduziram. Na nossa frota de Lisboa está a CRF1100L ABS 2026, com caixa manual de seis velocidades, e este texto serve para decidir se é a moto certa para os seus dias de estrada. Pegamos nos números oficiais da Honda e na ficha da loja e traduzimos o que significam numa curva, numa autoestrada com vento, numa pista de gravilha e ao pousar o pé num semáforo.

Em resumo:

  • Motor bicilíndrico de 1084 cm3, 75 kW (102 cv) e 231 kg em ordem de marcha.
  • Assento a 870 mm, depósito de 18,8 L e autonomia de cerca de 380 km.
  • Aluguer a 139,50 € por dia (preços de outubro de 2026), mínimo de 2 dias, 400 km por dia incluídos.
  • Caução de 1100 €, carta de categoria A, idade mínima de 21 anos e dois anos de experiência em motos desta classe.
  • Ótima para estrada longa e piso solto; pede respeito a quem nunca conduziu uma moto de mais de 200 kg.

O que é a Africa Twin e de onde vem

O nome é antigo. Segundo a Wikipédia, a primeira Africa Twin chegou em 1988 como XRV650, derivada da NXR-750 que venceu quatro vezes o Paris-Dakar nos finais dos anos oitenta. Seguiu-se a XRV750, depois a CRF1000L em 2016 e, desde 2020, a CRF1100L que alugamos. A ideia nunca mudou: uma trail de viagem com genes de rali, mais ligeira e mais dada ao campo do que as trails de estrada de grande porte.

Essa herança explica o carácter. A Africa Twin não tenta ser um sofá com rodas. Tem rodas de 21 polegadas à frente e 18 atrás, suspensão de longo curso e uma posição de condução em pé que funciona de facto. Ao mesmo tempo, em 2026 traz eletrónica de moto moderna: ecrã TFT tátil de 6,5 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto, quatro modos de condução e uma unidade de medição inercial de seis eixos. Os detalhes estão na página oficial da Honda Portugal.

Os números que interessam

Uma tabela ajuda antes de entrarmos em pormenores. Os valores vêm da ficha da moto no nosso site e da Honda.

CaracterísticaHonda CRF1100L Africa Twin ABS
Cilindrada1084 cm3, bicilíndrico em linha
Potência máxima75 kW (102 cv) às 7500 rpm
Caixa6 velocidades, manual
Peso em ordem de marcha231 kg
Altura do assento870 mm (ficha da loja)
Depósito e autonomia18,8 L, cerca de 380 km
Suspensão (curso)230 mm à frente, 220 mm atrás
Distância ao solo250 mm
EcrãTFT de 6,5 polegadas

Motor e caixa: força em baixo, sem pressa em cima

O bicilíndrico de 1084 cm3 entrega 102 cv, mas o número que conta é o binário. A Honda diz que a atual geração ganhou 7% de binário em baixos e médios regimes sem perder potência de pico, e é aí que se vive uma trail grande: a sair de uma curva fechada em segunda, a ultrapassar um camião em estrada nacional, a subir um caminho de terra com bagagem atrás. Não precisa de andar a rodar o motor para ter resposta.

O acelerador é eletrónico (throttle by wire). Para quem vem de uma moto mais pequena, a mensagem prática é simples: com tanto binário, convém abrir o gás com calma, porque o peso e a potência continuam a existir.

A Honda também vende a Africa Twin com caixa de dupla embraiagem (DCT), mas o exemplar da nossa frota é manual, com seis velocidades. Isso tem uma vantagem em caminhos de terra, onde o controlo da embraiagem faz parte da técnica, e uma pequena desvantagem em trânsito de cidade, onde a alavanca da esquerda trabalha muito. Se a sua dúvida for DCT contra manual, saiba que aqui a escolha está feita: é manual.

Chassis e suspensão: a parte que a distingue

O quadro é de aço, o braço oscilante é de alumínio inspirado na CRF450R e a suspensão Showa tem 230 mm de curso à frente e 220 mm atrás. O amortecedor traseiro, com sistema Pro-Link, permite regular compressão e retorno. A distância ao solo de 250 mm passa por cima de pedras e rodeiras sem drama.

O custo dessa geometria é a altura do assento. A nossa ficha indica 870 mm, enquanto a Honda fala em assento ajustável, com 850 mm como valor mais baixo na sua página. Quem tem pernas curtas vai querer experimentar a moto parada antes de decidir. Numa subida de Lisboa com semáforo no topo, ou ao estacionar em piso inclinado, os 231 kg não perdoam um pé que só chega com a ponta.

Motociclista numa pista de gravilha entre prados e floresta ao pôr do sol
Piso solto e montanha: o terreno para que a Africa Twin foi desenhada.

Eletrónica: o que faz por si

A Africa Twin tem um pacote de eletrónica sério e, mais importante, fácil de perceber. A unidade inercial de seis eixos acompanha a moto na travagem, em curva e em aceleração. Dela dependem o controlo de binário com sete níveis, o controlo de elevação da roda dianteira com três níveis e o ABS em curva. Há quatro modos predefinidos, Urban, Tour, Gravel e Off-Road, mais um modo User em que se ajusta cada parâmetro.

Na prática, para quem aluga por poucos dias, a recomendação é não mexer em tudo no primeiro quilómetro. Comece em Tour, ande uma hora, depois experimente reduzir o controlo de binário se quiser mais liberdade em piso solto. Num dia de chuva, o nível mais intrusivo do controlo de binário é um bom amigo.

O ecrã TFT de 6,5 polegadas agrupa tudo isto, e a ligação a CarPlay e Android Auto serve para navegação. Um suporte de telemóvel está disponível como extra, a 3 euros por dia, segundo os termos e condições.

Em estrada: autoestrada, nacionais e cidade

Na estrada a Africa Twin comporta-se como uma trail de viagem séria. O ecrã é mais alto e mais largo do que na geração anterior e ajusta-se em cinco posições, o que dá para escolher entre mais vento no capacete ou mais proteção. Em autoestrada isso conta, porque um dia com vento lateral cansa mais do que a distância faz supor. Ajuste o ecrã com a moto parada.

A autonomia anunciada de cerca de 380 km com 18,8 litros é um número útil. O aluguer inclui 400 km por dia, por isso, se usar o limite todo, vai parar para abastecer pelo menos uma vez por dia, e vale planear a paragem de gasolina junto de um café ou de um miradouro. A moto trabalha com gasolina de 95 octanas.

Na cidade o cenário muda. É uma moto de 231 kg, larga, com guiador largo e assento alto. Atravessar Lisboa entre elétricos, calçada molhada e carros em segunda fila é possível, mas cansa mais do que numa scooter de 125 cc. Se o centro é só o ponto de partida e o plano é sair para as serras, a Africa Twin compensa.

Fora de asfalto: o que pode esperar

A Honda equipa a Africa Twin com pneus sem câmara de ar nas jantes de 21 e 18 polegadas, com raios redesenhados para facilitar reparações na estrada. Para quem viaja em zonas isoladas, isto é um argumento sério. A combinação de curso de suspensão, distância ao solo e peso razoável para a categoria torna a moto competente em pistas de terra batida, estradas florestais e caminhos de cabras do Alentejo.

Mas a Africa Twin continua a ser uma moto de 231 kg. Em areia fofa e em subidas técnicas, a diferença para uma trail média é enorme, e quem já tem pouca experiência em terra deve manter-se em pistas largas e secas. Se tiver dúvidas sobre o tipo de caminho que pretende fazer, fale com a equipa na loja em Sobreda antes de reservar. O objetivo é que a moto volte inteira e que o seu dia corra bem.

Africa Twin contra Transalp, Tenere 700 e NC750X

Na nossa frota, as alternativas mais próximas são três trails com perfis diferentes. Os valores abaixo são da loja, em outubro de 2026.

ModeloPotênciaPreço por diaCaução
Honda Africa Twin CRF1100L75 kW (102 cv)139,50 €1100 €
Honda Transalp 75067,5 kW (91,8 cv)110 €1000 €
Yamaha Tenere 700 Rally54 kW (73,4 cv)120 €1300 €
Honda NC750X43 kW (59 cv)100 €1000 €

A Transalp é a comparação mais óbvia, porque também é Honda e também tem bicilíndrico. Se a sua dúvida é entre as duas, a nossa análise da Honda Transalp 750 mostra onde a irmã mais pequena ganha: menos peso, menos altura, mais agilidade. A Africa Twin ganha em potência, em estabilidade a ritmo alto e em capacidade de levar bagagem e passageiro. A Tenere 700 é mais leve e mais radical em piso solto, mas tem menos motor para autoestrada. A NC750X é a mais acessível e a mais económica, pensada para estrada e cidade, sem pretensões de terra.

A diferença de preço entre a Africa Twin e a Transalp é de 29,50 euros por dia. Num aluguer de três dias, são 88,50 euros. Pague esse valor se precisar do binário extra, da proteção do ecrã e da eletrónica mais completa; se o seu plano é um passeio de costa em ritmo calmo, a Transalp chega.

Mota clássica estacionada junto a uma parede de pedra rugosa numa ruela
Estacionar com cabeça: o piso e a inclinação contam mais com 231 kg.

Quem pode alugar a Africa Twin

Os requisitos estão na página da moto e nos termos e condições. Precisa de cartão de cidadão ou passaporte, de carta de condução da categoria A e de ter pelo menos 21 anos. Como a cilindrada ultrapassa os 700 cm3, os termos exigem ainda uma experiência comprovada de pelo menos dois anos em motociclos de características e potência semelhantes. A loja pode recusar o aluguer se concluir que o condutor não tem perícia para conduzir a moto em segurança, e nesse caso não há reembolso do que já tiver sido pago.

Para perceber como se distinguem as categorias A1, A2 e A, consulte a página das categorias de cartas de condução no IMT. Se tem uma carta de outro país, confirme com a loja antes de reservar, para não chegar a Sobreda sem poder levantar a moto.

Quanto custa, no concreto

O preço é de 139,50 € por dia em outubro de 2026, com um mínimo de dois dias. Não há desconto por aluguer longo, por isso o custo cresce em linha: dois dias são 279 €, três dias são 418,50 €. O preço inclui todas as taxas (IVA a 23%), seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, 400 km por dia, um capacete simples com viseira e um cadeado. Cada quilómetro adicional custa 0,49 €.

Para reservar paga 30% agora e o resto no levantamento. Num aluguer de dois dias, são 83,70 € de reserva e 195,30 € no levantamento. A caução de 1100 € é uma pré-autorização num cartão de crédito ou de débito em nome do condutor, retida à parte no levantamento e libertada em cinco dias úteis depois da devolução, se a moto voltar nas mesmas condições. Não é aceite dinheiro para a caução. Quando está pronto, pode alugar a Africa Twin escolhendo as datas na página.

O levantamento é na loja em Sobreda, na Estrada Nacional N10-1 189, todos os dias das 09:00 às 19:00. A entrega no aeroporto ou ao domicílio existe como serviço pago. Se precisa de equipamento, os extras indicados nos termos são o capacete integral a 5 € por dia, as luvas a 2 € e o casaco de proteção a 5 €. Para quem vem de avião sem equipamento próprio, são 12 euros por dia para ficar completo, valor que convém contar no orçamento.

Para quem é e para quem não é

A Africa Twin serve a quem já tem alguns anos de moto e quer fazer uma viagem de verdade: três ou quatro dias pelo interior, uma volta à Costa Vicentina, uma ida a Évora com desvio por caminhos de terra. Serve também a quem vai a dois, porque o binário e o espaço do assento aguentam passageiro e malas sem sofrer. Quem nunca conduziu uma moto de mais de 200 kg deve pensar duas vezes.

Não serve, por outro lado, para um fim de semana de cidade com estacionamento difícil e trânsito pesado. Também não é a moto ideal para um primeiro contacto com trails: nesse caso, uma NC750X ou uma Transalp dão-lhe mais margem de erro. E se a ideia é só fazer uma tarde de costa até ao Cabo Espichel, uma moto mais leve faz o mesmo com menos esforço.

Como preparar o dia

Comece por sentar-se na moto na loja, com a equipa ao lado. Faça uma volta curta antes de sair de Sobreda, de preferência numa estrada sem trânsito, para sentir o peso e o raio de viragem. Leve água, um carregador USB para o telemóvel e um saco para o que sobrar do capacete e das luvas.

Planeie o abastecimento a cada 300 km, mesmo que a autonomia anunciada seja de 380 km. No interior, os postos são mais espaçados. Para escolher destinos de um percurso mais longo, o portal oficial de turismo Visit Portugal é um bom ponto de partida.

Perguntas frequentes

Quanto custa alugar a Honda Africa Twin em Lisboa?

Em outubro de 2026, o preço é de 139,50 € por dia, com um mínimo de dois dias, 400 km diários incluídos e um quilómetro adicional a 0,49 €. A caução é de 1100 € e é libertada em cinco dias úteis.

Que carta preciso para conduzir a Africa Twin?

É preciso carta de condução da categoria A, idade mínima de 21 anos e, segundo os termos e condições, dois anos de experiência em motos de características semelhantes. Os documentos de identificação aceites são o cartão de cidadão e o passaporte.

A Africa Twin que alugam é automática ou manual?

A moto da nossa frota tem caixa manual de seis velocidades. A Honda vende também uma versão com transmissão de dupla embraiagem (DCT), mas não é a que está disponível para aluguer.

Posso levar a Africa Twin para Espanha?

Os termos e condições preveem um seguro de extensão para Espanha, que custa 58 € por cada 10 dias. Fale com a loja antes de reservar para confirmar as datas e os documentos necessários para a viagem.

Pronto para andar de mota em Lisboa?

Reserve a sua mota ou scooter em poucos minutos, com entrega em Lisboa.

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Fontes

  1. 1Wikipédiahttps://en.wikipedia.org/wiki/Honda_Africa_Twin
  2. 2página oficial da Honda Portugalhttps://www.honda.pt/motorcycles/range/adventure/crf1100l-africa-twin.html
  3. 3categorias de cartas de condução no IMThttps://www.imt-ip.pt/sites/IMT/Portugues/Condutores/CartaConducao/Paginas/CategoriasdeCartadeConducao.aspx
  4. 4Visit Portugalhttps://www.visitportugal.com
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