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Honda Transalp 750: análise e aluguer em Lisboa

Como se conduz a Honda Transalp 750, a quem serve, comparação com NC750X, Ténéré 700 e Africa Twin e preço de aluguer em Lisboa.

EREquipa RENT.MOTO.PTEquipa editorialPublicado13 de outubro de 2026Atualizado13 de outubro de 2026
Factos verificados em fontes oficiaisSem links patrocinados4 fontes citadas
Honda Transalp 750: análise e aluguer em Lisboa
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anos de experiência a alugar motas em Lisboa
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motas e scooters na frota, testadas por nós
4.9
202 avaliações verificadas no Google

Há motas que se percebem em dez minutos e outras que precisam de uma semana. A Honda Transalp 750 pertence a um terceiro grupo: percebe-se logo à saída da primeira rotunda, porque não tenta impressionar ninguém. Não grita, não assusta, não exige que se conduza de uma forma especial. Simplesmente anda bem, e continua a andar bem ao fim de 300 quilómetros, que é precisamente quando muitas motas mais ambiciosas começam a cobrar a fatura.

Este texto é a minha leitura da Transalp como mota de aluguer em Lisboa: como se comporta, a quem serve, a quem não serve e como se compara com as outras adventure que temos na loja. Quando falo de números de aluguer, são os de outubro de 2026, retirados das páginas do nosso site.

Em resumo:

  • Motor bicilíndrico de 755 cm³ com 67,5 kW (91,8 cv) às 9500 rpm, uma potência que a maioria dos condutores controla sem esforço.
  • 208 kg em ordem de marcha, assento a 850 mm e depósito de 16,9 litros, com autonomia de cerca de 390 km.
  • Aluguer a 110,35 € por dia (preços de outubro de 2026), com 400 km por dia incluídos e caução de 1000 €.
  • Exige carta A, 21 anos de idade e, por ter mais de 700 cm³, dois anos de experiência comprovada em motas semelhantes.
  • Fica entre a NC750X, mais simples, e a Africa Twin, maior e mais cara.

O que é a Transalp 750 e porque faz sentido

A Transalp é uma adventure de média cilindrada. Quer isto dizer que tem a postura alta, o guiador largo e a suspensão com curso generoso de uma mota de aventura, mas sem o peso, a potência e o preço de uma máxi-trail de 1200 ou 1300 cm³. É uma proposta de equilíbrio. Quem a escolhe quase nunca quer o máximo de nada, quer o suficiente de tudo.

O motor é um bicilíndrico em linha de 755 cm³ com cambota a 270 graus, uma configuração que dá um som mais encorpado e uma entrega de força mais linear do que o habitual num dois cilindros em linha. Segundo a ficha técnica da Honda, o consumo declarado é de 4,3 l/100 km e o intervalo de manutenção é de 12 000 km. São números de catálogo, claro, e na estrada o consumo sobe com o ritmo e com a bagagem, mas dão uma ideia do carácter económico da máquina.

Na nossa frota, a ficha da Transalp indica 67,5 kW (91,8 cv) às 9500 rpm, caixa de seis velocidades, ecrã TFT de 5 polegadas, assento a 850 mm e 208 kg em ordem de marcha. A mota que alugamos traz de origem proteção de motor, barra de proteção, protetores de mãos, descanso central e faróis auxiliares Puig. Não é por acaso: quem aluga uma adventure tende a levá-la por estradas que nem sempre estão em perfeito estado, e estas proteções poupam muitos sustos.

Como se conduz

Na cidade e no trânsito

Com 208 kg, a Transalp não é uma mota ágil como uma naked de 125, mas também não é a barcaça que o tamanho aparente sugere. O peso está baixo, o guiador largo dá alavanca, e o ponto de equilíbrio a baixa velocidade perdoa mais do que numa máxi-trail. Fazer a Segunda Circular em hora de ponta, ou atravessar Almada a caminho da ponte, é perfeitamente tolerável.

O assento a 850 mm merece uma palavra. Quem tem 1,75 m ou menos vai sentir a ponta dos pés a tocar no chão, não a planta inteira. Não é impeditivo, mas obriga a algum cuidado nas paragens em inclinação, sobretudo com bagagem atrás. Em compensação, a posição de condução em pé ou sentado é natural e deixa os braços descontraídos.

Em estrada aberta

É aqui que a Transalp mostra o que vale. A entrega de força do bicilíndrico é cheia desde baixas rotações, o que significa que se pode conduzir de forma preguiçosa, deixando a mota trabalhar em relações altas, ou esticar a caixa e usar os 91,8 cv quando se quer ritmo. Nas ultrapassagens há resposta imediata sem necessidade de reduzir três velocidades.

A autonomia de cerca de 390 km, com depósito de 16,9 litros, é o número que mais pesa na decisão de quem faz rotas. O aluguer inclui 400 km por dia, por isso na prática o depósito e o quilometro incluído coincidem quase na perfeição: um dia de rota completo, uma paragem para abastecer, e a mota fica pronta para o dia seguinte. Se ultrapassar os 400 km diários, cada quilómetro adicional custa 0,35 €.

Em terra batida

A Transalp não é uma mota de enduro e não finge ser. Em caminhos de terra compactada, estradões florestais ou estradas rurais com cascalho, comporta-se bem, e as proteções de série dão confiança. O que não deve fazer é tratá-la como uma KTM de rali. Com 208 kg, uma queda em terra solta é trabalho a dois para levantar a mota, e a Transalp é mais feliz em terra boa do que em areia ou lama pesada.

Estrada de montanha larga com curvas suaves e céu limpo
Estrada de montanha com curvas largas, ritmo ideal para uma adventure média.

Para quem é, e para quem não é

Quem vai gostar

A Transalp é uma boa escolha para quem tem carta A e já conduziu motas médias ou grandes, mas não quer lidar com os 145 cv de uma máxi-trail. É uma mota que perdoa erros pequenos e premeia a condução fluida. Funciona bem para casais, graças ao espaço do banco, e para viagens de vários dias com bagagem em malas, porque o motor tem folga para transportar carga sem se queixar.

Também serve quem está a fazer a transição de uma naked ou de uma trail pequena para uma adventure maior e quer perceber se este formato lhe agrada. Pela proporção entre peso e potência, a Transalp deixa aprender sem castigar.

Quem deve olhar para outra

Se mede menos de 1,70 m e não tem experiência em motas altas, o assento pode ser um incómodo. Se procura uma mota para fazer muita terra pesada, a Yamaha Ténéré 700 é mais vocacionada. E se quer a máxima sensação de grande viagem, com mais potência e mais eletrónica, a Africa Twin está uns degraus acima.

Comparação com outras adventure da nossa frota

As quatro motas para alugar em Lisboa da categoria adventure que mais se confundem na hora de escolher são estas. Os valores são os das fichas do nosso site em outubro de 2026.

ModeloPotênciaPreço por diaCaução
Honda NC750X43 kW100 €1000 €
Honda Transalp 75067,5 kW (91,8 cv)110,35 €1000 €
Yamaha Ténéré 700 Rally54 kW (73,4 cv)120 €1300 €
Honda Africa Twin75 kW (102 cv)140 €1100 €

A leitura é simples. A NC750X é a mais acessível e a mais confortável para quem prioriza o conforto e o consumo, mas tem bastante menos potência. A Ténéré 700 é a mais crua e a melhor fora de estrada, com menos potência e mais exigência. A Africa Twin é a mais potente e a mais cara. A Transalp fica no meio, com a maior potência das duas médias e uma diferença de preço de apenas 10,35 € por dia em relação à NC750X.

Quem já leu a nossa análise da Honda X-ADV 750 sabe que o motor da família 750 da Honda é, antes de mais, um motor de tração fácil. A Transalp aproveita esse caráter e dá-lhe um chassis mais próximo do campo.

Quanto custa alugar a Transalp

O preço é de 110,35 € por dia em outubro de 2026, com todas as taxas incluídas (IVA a 23%), seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, capacete do condutor, cadeado e 400 km por dia. Não aplicamos descontos por aluguer de longa duração, por isso o custo escala em linha reta: três dias custam 331,05 € e cinco dias 551,75 €.

Para reservar paga-se apenas 30% do total. O restante é pago no levantamento. A caução de 1000 € é retida no cartão, à parte, no momento do check-in, e devolvida em 5 dias úteis. O levantamento faz-se na loja da Sobreda, todos os dias entre as 09:00 e as 19:00. A entrega no aeroporto ou ao domicílio existe, mas é um serviço pago e depende da disponibilidade.

Para quem não tem equipamento, os extras são baratos: capacete integral a 5 € por dia, luvas a 2 €, casaco de proteção a 5 € e suporte de telemóvel a 3 €, segundo os nossos termos e condições. Para quem quer passar a fronteira, existe um seguro de extensão para Espanha a 58 € por cada 10 dias.

Se está a pensar em alugar uma Honda Transalp 750, escolha as datas na página da mota e veja a disponibilidade real antes de avançar.

O que precisa para poder alugar

Para esta mota aplicam-se as regras mais exigentes do nosso contrato. Acima de 125 cm³ é preciso ter 21 anos e carta da categoria A. Acima de 700 cm³, que é o caso, exigimos ainda dois anos de experiência de condução comprovada em motas de características e potência semelhantes. Também precisa de bilhete de identidade ou passaporte e de um cartão para bloquear a caução.

A categoria A é a mais ampla. Segundo o IMT, para a obter é preciso ter completado 24 anos, ou 20 anos desde que se possua 2 anos de habilitação na categoria A2. Já a A2 exige 18 anos. Se tem apenas A2, a Transalp não é para si, mesmo que a sua carta lhe permita conduzir motas até 35 kW noutros contextos. A potência da Transalp é de 67,5 kW.

Reservamo-nos o direito de avaliar a experiência do condutor no levantamento. Se a equipa concluir que não há perícia suficiente para a mota escolhida, o aluguer pode ser recusado, sem reembolso do que já foi pago.

Estrada sinuosa a atravessar uma paisagem de colinas verdes
Estrada sinuosa de colinas, o tipo de percurso para o qual a Transalp foi pensada.

Três ideias de rota a partir de Lisboa

Na página da Transalp indicamos três destinos de estrada: Monchique, Peniche e Guimarães. Cada um pede coisas diferentes à mota.

A Serra de Monchique, no Algarve, é a que mais deixa a Transalp mostrar o seu valor. São curvas de montanha, com um ritmo tranquilo, e um motor com força em baixa que permite subir sem andar sempre a trocar de caixa. A Câmara Municipal de Monchique tem informação local sobre a serra e a vila, útil para planear paragens.

Peniche é a estrada com vista para o mar. O que conta aqui é o conforto em andamento sustentado, com a posição direita da Transalp a poupar as costas. A Câmara Municipal de Peniche reúne a informação sobre o concelho.

Guimarães fica mais longe e é uma proposta para dois ou três dias, com ruas históricas à velocidade que se quiser. Com 400 km por dia incluídos, há margem para fazer a viagem de ida num dia e usar o seguinte para passear.

Para escolher bem o dia, convém lembrar que a autonomia de 390 km é um valor de referência. Em ritmo vivo, com bagagem e vento, a distância real até à reserva será menor, por isso abasteça sempre que passar por um posto em zonas pouco povoadas.

Bagagem, passageiro e conforto

Uma mota de 208 kg com 91,8 cv não se queixa de levar mais dois sacos e uma pessoa atrás. Com passageiro, o comportamento muda, como em qualquer mota: a travagem pede mais antecedência e a frente fica mais leve nas curvas apertadas. A Transalp aguenta bem esse regime, mas é boa ideia fazer os primeiros quilómetros devagar para sentir como o peso extra mexe com o equilíbrio.

No que toca a conforto, o ponto forte é a posição direita, com os joelhos pouco dobrados e as costas apoiadas. Ao fim de um dia de 350 km, notam-se mais as nádegas do que as costas, e isso resolve-se com paragens regulares. O ecrã TFT de 5 polegadas mostra a informação de forma legível e dispensa grandes explicações.

Os protetores de mãos que a mota traz de série fazem diferença nos dias frios e ventosos.

Como correr bem o primeiro dia

O primeiro dia é sempre o que mais ensina. Se nunca conduziu uma adventure de 750 cm³, dedique os primeiros 20 ou 30 minutos a reconhecer a mota em estradas conhecidas. Teste a travagem, sinta onde começa a ficar pesada ao inclinar, habitue-se à altura do assento nas paragens. Só depois disso comece a esticar o ritmo.

No levantamento, faz-se uma vistoria completa em conjunto, e os danos já existentes são anotados e fotografados. Aproveite para perguntar tudo o que ficar por entender, desde o funcionamento do ecrã até ao modo como se coloca o descanso central.

Leve também o telemóvel com um suporte, se quiser navegação, e confirme a previsão do tempo. Quem alugou no fim de outubro sabe que as tardes ficam mais frescas, e um casaco de proteção a 5 € por dia faz toda a diferença quando o sol desce.

Perguntas frequentes

Posso alugar a Transalp com carta A2?

Não. Para motas acima de 125 cm³ exigimos carta da categoria A e 21 anos de idade. Como a Transalp ultrapassa os 700 cm³, pedimos ainda dois anos de experiência comprovada em motas semelhantes.

Quantos quilómetros posso fazer por dia?

O aluguer inclui 400 km por dia. Cada quilómetro adicional custa 0,35 €. Com uma autonomia de cerca de 390 km por depósito, o limite diário e a capacidade do depósito andam muito próximos.

Quanto custa a caução e quando é devolvida?

A caução da Transalp é de 1000 €, retida no cartão no momento do check-in e devolvida em 5 dias úteis. A reserva exige o pagamento de 30% do valor total do aluguer.

Posso levá-la a Espanha?

Existe um seguro de extensão para Espanha, que custa 58 € por cada 10 dias, segundo os nossos termos e condições. Deve pedi-lo antes da partida, junto da equipa, para ficar tudo registado no contrato.

Preciso de levar equipamento próprio?

Não é obrigatório. O aluguer inclui um capacete simples com viseira, cuja substituição, em caso de perda ou dano, custa 50 €. Pode juntar capacete integral (5 € por dia), luvas (2 €), casaco de proteção (5 €) e suporte de telemóvel (3 €).

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Fontes

  1. 1ficha técnica da Hondahttps://cdn.honda.co.za/main-03/general/motorcycles/transalp/25ym_XL750Transalp_SpecSheet.pdf
  2. 2IMThttps://www.imt-ip.pt/condutores/informacoes-gerais/quero-ser-condutor/cartas-de-conducao-de-motociclos/
  3. 3Câmara Municipal de Monchiquehttps://www.cm-monchique.pt
  4. 4Câmara Municipal de Penichehttps://www.cm-peniche.pt
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