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Ducati Multistrada V2 S Travel: análise e aluguer em Lisboa

Análise da Ducati Multistrada V2 S Travel: como se conduz, a quem serve, preço de novembro de 2026 e como alugar em Lisboa.

EREquipa RENT.MOTO.PTEquipa editorialPublicado5 de novembro de 2026Atualizado5 de novembro de 2026
Factos verificados em fontes oficiaisSem links patrocinados5 fontes citadas
Ducati Multistrada V2 S Travel: análise e aluguer em Lisboa
2
anos de experiência a alugar motas em Lisboa
28
motas e scooters na frota, testadas por nós
4.9
209 avaliações verificadas no Google

Há motas que se percebem em dez minutos e outras que pedem um dia inteiro de estrada. A Ducati Multistrada V2 S Travel pertence à segunda categoria. À primeira vista parece só mais uma sport-touring com malas, mas a ficha técnica conta uma história mais interessante: 115 cv, 239 kg em ordem de marcha e um assento a 830 mm, uma altura que a deixa mais perto do chão do que as grandes trail alemãs. Na nossa frota em Sobreda, é a escolha de quem quer a emoção de uma Ducati sem abdicar de conforto para fazer 300 ou 400 km num dia. Este texto é a nossa leitura da Ducati Multistrada V2 S Travel como mota de aluguer: como se comporta, a quem serve, a quem não serve e como se compara com a Tracer 9 GT. Os valores citados são os de novembro de 2026, tirados da página da própria mota.

Em resumo:

  • Motor de 890 cm3, 115 cv às 10 750 rpm, caixa de 6 velocidades e ecrã TFT de 5 polegadas.
  • Assento a 830 mm e 239 kg em ordem de marcha: mais baixa do que uma BMW GS, mas longe de ser leve.
  • Preço de novembro de 2026: 170,43 € por dia, com mínimo de 2 dias de aluguer e 400 km por dia incluídos.
  • Caução de 1500 € bloqueada num cartão de crédito ou de débito, devolvida em 5 dias úteis.
  • Carta de categoria A e idade mínima de 21 anos; levantamento em Sobreda, todos os dias, das 09:00 às 19:00.

O que é a Multistrada V2 S Travel e porque faz sentido em Portugal

A Multistrada é a resposta da Ducati a uma pergunta simples: e se uma mota de estrada rápida também aguentasse uma viagem a sério? A versão V2 é a mais acessível da família em potência e peso, e o acabamento S Travel junta-lhe o equipamento que faz diferença ao fim de uma semana de estrada. No caso da nossa unidade de 2025, a página de aluguer destaca a eletrónica, o conforto e o espaço para bagagem, e fala em etapas de 300 a 400 km como território natural da mota.

Portugal é um país feito para este tipo de mota. A distância entre o litoral e o interior é curta, o asfalto das estradas principais é geralmente bom e há uma quantidade absurda de estradas secundárias onde uma mota de 115 cv anda depressa sem que o condutor precise de infringir nada. A própria página da mota sugere três cenários: as curvas de montanha de Marvão, a estrada com vista para o mar em Lagos e as ruas históricas de Tomar. São três tipos de condução muito diferentes, e a Multistrada tem de se sentir em casa nos três.

A Ducati apresenta a família Multistrada V2 no seu site oficial, onde se pode ver a gama e as versões disponíveis em cada mercado. A mota que alugamos em Lisboa é a V2 S Travel de 2025, e é a ela que se referem todos os números deste artigo.

Mota a circular numa estrada de asfalto com curvas suaves e paisagem aberta
Estrada aberta e curvas largas: o terreno onde uma sport-touring se sente à vontade.

Os números que contam

Vamos aos dados que interessam a quem aluga, tal como constam na página da mota.

CaracterísticaValor
Cilindrada890 cm3
Potência máxima85 kW / 115 cv às 10 750 rpm
Caixa de velocidades6 velocidades, engrenamento constante
Depósito de combustível19 L, gasolina 95 octanas
Autonomiacerca de 350 km
Altura do assento830 mm
Peso em ordem de marcha239 kg
EcrãTFT de 5 polegadas

Há dois números que se leem em conjunto. A autonomia de cerca de 350 km significa que, num dia em que use os 400 km incluídos, vai parar pelo menos uma vez para abastecer, e mais vale parar antes de a reserva acender do que depois. O outro é o peso: 239 kg com tudo a bordo é uma mota que se sente pesada a parado e muito mais leve em movimento. Quem nunca andou com mais de 200 kg deve contar com alguns minutos de adaptação nas manobras lentas, sobretudo no estacionamento.

Como se conduz: o que esperar na estrada

Posição e conforto

A posição de condução é de sport-touring clássica: tronco ligeiramente inclinado para a frente, braços relaxados, joelhos num ângulo aberto. Não é a postura de uma desportiva pura, que castiga os pulsos em meia hora, nem a de uma trail alta e vertical. O assento a 830 mm é um ponto a favor para quem mede menos de 1,75 m e tem receio de ficar em bicos de pés nos semáforos. Não é uma mota baixa, mas é nitidamente mais acessível do que as grandes aventureiras com assentos acima dos 850 mm.

O pack Travel traz o que o nome promete: malas para guardar a bagagem de uma viagem de vários dias. Para duas pessoas com bagagem a sério, é preciso planear com cuidado, como em qualquer mota deste segmento.

Motor e eletrónica

Os 115 cv chegam a um regime elevado, às 10 750 rpm, o que quer dizer que o motor gosta de rodar acima do meio do conta-rotações. Para quem vem de uma mota de 35 kW ou de uma scooter, a diferença é grande. Para quem vem de uma tricilíndrica de 120 cv, a diferença é pequena. A caixa tem 6 velocidades, e a gama é suficientemente larga para andar a 50 km/h em zona urbana e a 120 km/h em autoestrada sem que o motor pareça aflito.

O ecrã TFT de 5 polegadas concentra a informação num sítio só. A página da mota refere a eletrónica como um dos argumentos da versão S, e é compreensível: numa estrada molhada ou com piso irregular, é o tipo de equipamento que dá margem de segurança a quem não conhece a mota. Isso não substitui a prudência.

Na cidade e no trânsito

Seja honesto consigo: uma Multistrada não é uma mota urbana. Em Lisboa, com calçada, carris e subidas íngremes, os 239 kg pesam. Dá para sair de Sobreda, atravessar o trânsito da margem sul e apanhar a autoestrada sem problemas, mas se o plano é passar três dias a andar só dentro da cidade, uma scooter faz mais sentido e custa menos. Para esse caso, convém olhar para as scooters da frota.

Quem deve alugar esta mota

A Multistrada V2 S Travel serve bem três perfis.

O primeiro é o motociclista com alguma experiência que quer fazer uma viagem de três a sete dias e prefere uma mota mais baixa e mais ágil do que uma trail grande. Tem malas, tem conforto, tem potência de sobra para ultrapassar em segurança e tem uma altura de assento que não assusta.

O segundo é quem vem do estrangeiro com carta de categoria A, quer percorrer o Alentejo ou a costa e não quer carregar capacete e botas durante o voo. O capacete simples do condutor e o cadeado estão incluídos no preço, e é possível acrescentar equipamento na reserva.

O terceiro é o condutor que já alugou uma trail e quer experimentar uma sport-touring para perceber a diferença.

Em contrapartida, não é a melhor escolha para quem está a tirar o primeiro contacto com motas de grande cilindrada. O texto da página da mota diz-o sem rodeios: pesa 239 kg e pede prática. A página exige ainda experiência adequada na condução de motociclos, e é um critério que levamos a sério.

Motociclista parado ao lado da mota durante uma pausa numa viagem de estrada
Uma pausa a meio do dia: com 350 km de autonomia, as paragens fazem parte do plano.

Multistrada V2 S Travel ou Tracer 9 GT?

A comparação mais natural dentro da nossa frota é com a Yamaha Tracer 9 GT, que também é sport-touring e custa menos. A Tracer, pelos valores publicados na página dela em novembro de 2026, tem 119 cv e custa 155 € por dia, com a mesma caução de 1500 €. A Ducati tem 115 cv e custa 170,43 € por dia. A diferença de potência é pequena e a de preço ronda os 15 € diários.

A escolha acaba por ser menos de números e mais de carácter. Quem procura a opção racional, com a potência ligeiramente maior e o preço mais baixo, encontra-a na Yamaha. Quem quer a Ducati, com o seu apelo italiano, o ecrã TFT e a identidade da marca, paga um pouco mais e sabe porquê. Para uma leitura mais detalhada da outra mota, temos a análise da Yamaha Tracer 9 GT.

Em relação às trail grandes, como a BMW R 1300 GS, a Multistrada ganha em altura de assento e perde em capacidade para piso degradado. Se o seu itinerário inclui caminhos de terra, a trail continua a ser a escolha certa. Se é só asfalto, a Ducati é mais divertida.

Quanto custa e o que está incluído

O preço de novembro de 2026 é de 170,43 € por dia, com um mínimo de 2 dias de aluguer. Um fim de semana de dois dias custa, portanto, 340,86 €, e três dias ficam em 511,29 €. Não há desconto por aluguer longo: o preço diário é o mesmo ao primeiro e ao décimo dia.

No preço estão incluídos todos os impostos (IVA a 23%), o seguro de responsabilidade civil, a assistência em viagem, 400 km por dia, o capacete simples do condutor e o cadeado. Os quilómetros a mais custam 0,49 € cada, segundo a cláusula 5.1 das condições de aluguer. Quem prevê fazer mais de 400 km num dia deve fazer essa conta antes: 50 km extra são 24,50 €.

A reserva faz-se com 30% do valor; o resto paga-se no levantamento. A caução de 1500 € é retida à parte, no check-in, num cartão de crédito ou de débito em nome do condutor, e é devolvida no prazo de 5 dias úteis. Confirme antes que o limite do cartão aguenta a retenção.

Documentos, idade e carta

Para a Multistrada V2 S Travel, a página da mota pede cartão de cidadão ou passaporte, carta de condução da categoria A, idade mínima de 21 anos, caução de 1500 € e experiência adequada na condução de motociclos. Quem tem carta de um país da União Europeia pode consultar as regras gerais de reconhecimento no portal Your Europe. Para quem tem carta de fora da UE, a informação oficial sobre cartas em Portugal está no IMT, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Se tiver dúvidas sobre a sua carta, escreva-nos antes de reservar. É mais barato esclarecer por mensagem do que descobrir no balcão que o documento não serve.

Onde levar a Multistrada: três ideias de estrada

Marvão e o Alto Alentejo

A página da mota destaca Marvão pelas curvas de montanha a ritmo tranquilo. É um destino que pede um dia inteiro ou, melhor ainda, uma noite. Com 400 km por dia incluídos e uma mota que gosta de estradas abertas, é um dos percursos onde a Ducati mais faz sentido. Planeie o abastecimento antes de entrar nas zonas mais isoladas, porque os 350 km de autonomia não perdoam distrações.

Lagos e a costa do Algarve

Lagos aparece na página como estrada com vista para o mar. Para chegar lá a partir de Lisboa, o plano mais sensato é dividir a viagem: uma primeira etapa até à costa alentejana e uma segunda até ao Algarve. Com a Multistrada, esse tipo de etapas de 300 km é exatamente o território para que foi pensada.

Tomar e as ruas históricas

Tomar é o contraponto: ruas estreitas, ritmo lento e uma cidade que se visita melhor a pé. Aqui o peso da mota nota-se mais, e convém estacionar com calma e usar o cadeado incluído. Para o planeamento de rotas e de paragens, o Visit Portugal, o portal oficial de turismo, reúne informação sobre cada região.

Mota de viagem estacionada junto a uma estrada com paisagem ao fundo
Parar para ver a paisagem é metade do prazer de uma viagem de mota.

Dicas práticas antes de partir

Primeiro, vá com equipamento adequado: capacete homologado, luvas, casaco com proteções e calçado fechado. O capacete simples do condutor está incluído, mas pode acrescentar material na reserva, com um máximo de 2 capacetes por reserva.

Segundo, use os primeiros 20 ou 30 km para se habituar ao peso e à resposta do acelerador, numa estrada tranquila perto de Sobreda.

Terceiro, respeite a regulamentação rodoviária. A ANSR, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, publica informação sobre segurança e fiscalização, e é a fonte certa para tirar dúvidas sobre regras de circulação.

Quarto, planeie a hora de levantamento. A loja em Sobreda abre todos os dias das 09:00 às 19:00, e quem pretende fazer uma etapa longa no primeiro dia ganha com o levantamento logo de manhã. O levantamento no aeroporto ou ao domicílio é um serviço pago, disponível na reserva.

Quinto, conte com o clima. Em novembro os dias são mais curtos, e uma etapa de 350 km pede para sair cedo e chegar com luz.

Se está a decidir, a melhor forma de começar é ver a lista completa de motas e comparar. Pode alugar uma Ducati Multistrada V2 e as restantes sport-touring e trail diretamente no site.

Perguntas frequentes

Quanto custa alugar a Ducati Multistrada V2 S Travel?

Em novembro de 2026, 170,43 € por dia, com mínimo de 2 dias. Estão incluídos o IVA, o seguro de responsabilidade civil, a assistência em viagem, 400 km por dia, o capacete simples do condutor e o cadeado. Cada quilómetro adicional custa 0,49 €.

Que carta é necessária para esta mota?

Carta de condução da categoria A e idade mínima de 21 anos. É também preciso apresentar cartão de cidadão ou passaporte e ter experiência adequada na condução de motociclos.

Qual é a caução e quando é devolvida?

A caução é de 1500 €, bloqueada num cartão de crédito ou de débito em nome do condutor, e é devolvida no prazo de 5 dias úteis. Retida à parte, não faz parte do preço do aluguer.

A Multistrada V2 S Travel é adequada para uma pessoa mais baixa?

O assento está a 830 mm, mais baixo do que o das grandes trail, mas a mota pesa 239 kg em ordem de marcha. Quem mede menos de 1,70 m deve experimentar a posição no levantamento e, se houver dúvida, perguntar-nos antes de reservar.

Posso fazer 500 km num dia?

Pode, mas os 400 km diários incluídos serão ultrapassados. Os 100 km a mais custam 49 €, e a autonomia de cerca de 350 km obriga a pelo menos um abastecimento.

Uma última nota prática: a morada de levantamento e devolução é Estrada Nacional N10-1 189, Sobreda, 2815-892. Como o aluguer tem um mínimo de 2 dias, quem só quer uma tarde de passeio deve procurar outra mota ou uma scooter.

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Fontes

  1. 1site oficialhttps://www.ducati.com/ww/en/bikes/multistrada/multistrada-v2
  2. 2Your Europehttps://europa.eu/youreurope/citizens/vehicles/driving-licence/index_pt.htm
  3. 3IMThttps://www.imt-ip.pt/sites/IMTT/Portugal/Paginas/Homepage.aspx
  4. 4Visit Portugalhttps://www.visitportugal.com/pt-pt
  5. 5ANSRhttps://www.ansr.pt/
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