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Yamaha Tracer 9 GT: análise e aluguer em Lisboa

Como se conduz a Yamaha Tracer 9 GT, a quem serve, comparação com Transalp e Multistrada, preço de aluguer, caução e rotas a partir de Lisboa.

EREquipa RENT.MOTO.PTEquipa editorialPublicado16 de outubro de 2026Atualizado16 de outubro de 2026
Factos verificados em fontes oficiaisSem links patrocinados5 fontes citadas
Yamaha Tracer 9 GT: análise e aluguer em Lisboa
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anos de experiência a alugar motas em Lisboa
28
motas e scooters na frota, testadas por nós
4.9
201 avaliações verificadas no Google

Há motas que impressionam nas fotografias e motas que convencem ao fim de duas horas de estrada. A Yamaha Tracer 9 GT é claramente do segundo grupo. Não tem a presença de uma maxi-trail de 270 kg nem o ar agressivo de uma naked de 180 cv, mas é difícil encontrar outra que una tanto ritmo, tanto conforto e tanto equilíbrio num único conjunto. Quem procura alugar a Yamaha Tracer 9 GT em Lisboa quase sempre já sabe o que quer: viajar, e fazê-lo depressa quando a estrada convida.

Este texto é a nossa leitura da Tracer como mota de aluguer: como se conduz, a quem serve, a quem não serve e como se compara com as outras sport-touring e adventure da frota. Os preços citados são os de outubro de 2026, tirados das páginas do nosso site.

Em resumo:

  • Motor tricilíndrico de 890 cm³ com 87,5 kW (119 cv) às 10 000 rpm, 227 kg em ordem de marcha e assento a 860 mm.
  • Aluguer a 155 € por dia (preços de outubro de 2026), com 400 km por dia incluídos e km adicional a 0,49 €.
  • Caução de 1500 €, retida num cartão de crédito ou de débito e devolvida em 5 dias úteis.
  • Exige carta de categoria A, 21 anos de idade e experiência adequada na condução de motociclos.
  • Depósito de 19 litros, autonomia de cerca de 380 km e caixa automática de 6 velocidades.
Estrada de montanha em curvas junto a um lago, ideal para uma mota sport-touring
Curvas amplas e boa visibilidade: o terreno onde a Tracer se sente em casa.

O que é a Tracer 9 GT e porque faz sentido

A Tracer 9 GT pertence a uma família a que os fabricantes chamam sport-touring. Na prática, é uma mota pensada para quem quer fazer 300 ou 400 quilómetros num dia sem chegar ao fim com as costas em protesto, mas que não aceita ser ultrapassado na primeira serra. Tem uma posição de condução direita, uma carenagem que protege o tronco e os ombros, um ecrã TFT de 7 polegadas e um motor com personalidade.

E o motor é a razão principal para a escolher. O tricilíndrico de 890 cm³ dá 119 cv às 10 000 rpm, segundo a ficha técnica do nosso site, e o que o distingue de um bicilíndrico equivalente é a forma como sobe de regime. Não tem aquele pico de binário que empurra de repente e depois se cala. Sobe de forma contínua, com um som mais rouco e mais vivo, e premeia quem não tem medo de usar a parte alta do conta-rotações.

Segundo a mesma ficha, a caixa é de 6 velocidades, de engrenamento constante e automática. Isto muda o carácter da mota de aluguer: não há embraiagem para gerir no trânsito de Lisboa, e isso faz da Tracer uma sport-touring invulgarmente descansada na cidade. Quem vem de scooter, ou de um carro automático, sente-se menos intimidado nos primeiros quilómetros do que numa naked manual de potência semelhante.

Como se conduz

Na cidade e no trânsito

Com 227 kg em ordem de marcha, a Tracer não é leve, mas o peso está bem distribuído e baixo. À saída da loja, na Sobreda, a primeira coisa que se nota é a facilidade com que se faz a manobra de arranque. O assento a 860 mm é alto para quem tem menos de 1,70 m, e é preciso estar atento nos semáforos, onde nem todos chegam ao chão com os dois pés. A almofada é larga e firme, uma escolha acertada para dias longos, e menos amiga de quem a quer baixa.

No trânsito pesado da Ponte 25 de Abril ou da Avenida da Liberdade, o motor é suave a baixo regime e a mota mantém-se estável a passo de caracol. A embraiagem que não existe poupa a mão esquerda. O que cansa é o calor que o motor liberta em paragens longas, algo comum a muitas motas de 3 cilindros no verão, e a largura dos retrovisores, que exige olho em filas apertadas.

Em estrada aberta

É aqui que a Tracer ganha o aluguer. Em auto-estrada, a carenagem desvia o vento e o ecrã deixa respirar sem turbulência no capacete, o que se nota mais ao fim de uma hora do que na primeira meia hora. A 120 km/h, o motor trabalha tranquilo e a mota dá a sensação de que ainda tem muito para dar. Em estradas nacionais, a história é outra: a frente é precisa, o chassis é rígido sem ser nervoso e a mota entra em curva com uma confiança que se constrói rápido.

Para pilotos com experiência, o prazer está nas variações de ritmo. Pode-se rodar a 80 km/h numa estrada panorâmica e, na curva seguinte, abrir o punho e sentir os 119 cv a acordar. Para quem sobe de uma 600 ou de uma média cilindrada, é um salto notável, mas progressivo. Não é uma mota que morda sem aviso.

Em terra batida

Aqui sejamos claros: não é uma mota para pistas. A Tracer é uma mota orientada para asfalto, com suspensão calibrada para estrada e um peso que não perdoa em areia solta. Uma estrada de terra bem compactada, de acesso a uma praia ou a um miradouro, faz-se com calma. Pistas com sulcos, subidas pedregosas ou areia, não. Se esse for o tipo de percurso que procura, as adventure da frota fazem mais sentido, e há uma comparação mais abaixo.

Motociclista numa estrada de terra junto a uma lagoa e colinas
Uma estrada de terra compacta faz-se com calma; pistas a sério pedem uma adventure.

Para quem é, e para quem não é

Quem vai gostar

A Tracer serve três tipos de condutor. O primeiro é o viajante que quer percorrer 300 ou 350 km por dia, com malas, e chegar descansado. O segundo é o piloto que já teve uma naked e quer mais proteção sem perder o gosto por curvas. O terceiro é quem aluga uma mota em Lisboa para explorar o litoral e a serra durante uma semana e não quer andar a negociar com a mota em cada etapa.

A autonomia também conta. Com um depósito de 19 litros e uma autonomia de cerca de 380 km, o ritmo de paragens é razoável: uma de manhã, uma de tarde, e um depósito cheio ao fim do dia. Para quem anda a fazer estrada, é uma cadência que se aprende em dois dias.

Quem deve olhar para outra

Os principiantes não são o público desta mota. A potência é generosa, o peso exige respeito e o contrato de aluguer pede carta de categoria A, 21 anos e experiência adequada. Quem tem uma A2 e olha para a Tracer deve escolher uma mota dentro da sua habilitação. Quem procura aventura a sério, em terra, deve optar por uma trail.

Também não é a mais indicada para quem mede 1,60 m e tem pouca experiência: o assento a 860 mm exige confiança na inclinação e nas manobras a baixa velocidade, sobretudo carregada.

Comparação com outras motas da frota

A pergunta que mais ouvimos é se vale mais pagar pela Tracer ou por uma adventure. A resposta depende de onde vai rodar. No asfalto, a Tracer ganha em ritmo e em agilidade. Numa viagem que misture alcatrão com caminhos de terra, uma trail faz mais sentido. A Honda Transalp 750, por exemplo, fica entre uma e outra: mais simples, mais leve, mais barata, e menos rápida. Com 208 kg, pesa menos 19 kg do que a Tracer.

ModeloPotênciaPreço por dia (outubro de 2026)Caução
Honda NC750X59 cv100 €1000 €
Honda Transalp 75091,8 cv110 €1000 €
Yamaha Ténéré 700 Rally73,4 cv120 €1300 €
Honda Africa Twin102 cv140 €1100 €
Yamaha Tracer 9 GT119 cv155 €1500 €
KTM Adventure 890 R Rally103 cv166 €1500 €
Ducati Multistrada V2 S Travel115 cv170 €1500 €
BMW R1300 GS Trophy145 cv179 €2000 €

Qualquer uma destas motas está no nosso aluguer de motas em Lisboa, e a tabela mostra uma coisa interessante: a Tracer é, depois da BMW, a mais potente destas opções, e custa menos do que a Multistrada e do que a KTM 890. Se o seu plano é asfalto, paga-se aqui o equilíbrio entre desempenho e preço. Se o plano inclui terra, o dinheiro rende mais numa Ténéré ou numa Transalp.

Quanto custa alugar a Tracer

O preço base é de 155 € por dia, em outubro de 2026. Não aplicamos desconto por aluguer longo, por isso o cálculo é simples: três dias custam 465 €, cinco dias 775 € e uma semana 1085 €. O preço inclui IVA, seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, 400 km por dia, um capacete simples e um cadeado.

Os 400 km diários não se acumulam como um banco de horas, mas chegam e sobram para a maioria dos itinerários. Um dia de ida e volta a Évora ou a Sines, com desvios pelo caminho, cabe lá dentro. Se passar do limite, cada quilómetro adicional custa 0,49 €. Dez quilómetros a mais custam menos de 5 €, mas 150 a mais são 73,50 €, e convém ter isso em conta se planeia uma etapa longa.

Os extras são pagos à parte: capacete integral a 5 € por dia, luvas a 2 €, casaco de proteção a 5 € e suporte de telemóvel a 3 € por dia, segundo os termos e condições. Para uma mota com ecrã TFT e boa proteção do vento, o suporte de telemóvel é, para muitos clientes, o extra mais útil.

Para reservar paga-se 30% do valor, e o resto no levantamento. Há ainda a caução de 1500 €, que não é uma taxa: é uma retenção no cartão, que fica bloqueada durante o aluguer e que é libertada em 5 dias úteis depois da devolução, se a mota regressar sem danos.

O que precisa para poder alugar

A página da Tracer indica um cartão de cidadão ou passaporte, carta de condução da categoria A, 21 anos de idade e experiência adequada na condução de motociclos. A caução tem de ser bloqueada num cartão de crédito ou de débito em nome do condutor, e não se aceita dinheiro.

Em termos legais, o IMT explica que a categoria A se obtém aos 24 anos, ou aos 20 se já tiver 2 anos de habilitação na categoria A2. A nossa idade mínima de 21 anos é uma regra da empresa para este modelo, e não uma exigência da lei. Quem tem uma carta estrangeira deve confirmar as regras de reconhecimento antes de viajar. A página Your Europe sobre categorias de cartas de condução ajuda a perceber como se alinham as categorias A, A1 e A2 na União Europeia.

A loja fica na Estrada Nacional N10-1 189, na Sobreda, e o levantamento faz-se todos os dias entre as 09:00 e as 19:00. O levantamento ao domicílio ou no aeroporto está disponível como serviço pago.

Três ideias de rota a partir de Lisboa

Sintra e Cabo da Roca

É o clássico do primeiro dia. Sobe-se pela serra, passa-se pelos jardins e palácios de Sintra, que são geridos pela Parques de Sintra, e desce-se até ao Cabo da Roca. A estrada é estreita e movimentada nos fins de semana, por isso convém sair cedo. Para um dia curto, é perfeita para sentir a mota sem pressa.

Serra da Arrábida e Setúbal

A Arrábida está mais perto da loja do que qualquer outro destino. A estrada que percorre a serra tem curvas lentas, boa visibilidade e vistas para o mar, uma combinação em que a Tracer mostra o melhor de si. O parque natural é gerido pelo ICNF, e é útil ver as regras de acesso, que podem variar na época alta. Termine em Setúbal, com um prato de peixe, e regresse pela ponte, sem pressas.

Alentejo litoral e Costa Vicentina

Para três dias, e para ideias de paragens, o portal Visit Portugal ajuda. A opção é descer a costa até Vila Nova de Milfontes e Sagres, com pernoita na região. As retas do litoral alentejano contrastam com as curvas do interior algarvio, e a Tracer lida bem com as duas. Calcule 250 a 350 km por dia, dentro dos 400 km incluídos, e abasteça sempre que o depósito baixar para um quarto, sem esperar pela reserva.

Bagagem, passageiro e conforto

A Tracer aceita bagagem sem dramas, mas não esperamos milagres. Uma mochila e um saco de selim chegam para duas ou três noites. Se vai com passageiro, a posição do assento e a distância aos punhos tornam o conjunto mais confortável do que numa naked, mas o peso extra sente-se no arranque e na travagem. Experimente a posição com a bagagem montada antes de arrancar.

O vento é o fator que mais cansa em viagem. A carenagem ajuda, mas um capacete bem ventilado e um casaco com forro térmico fazem a diferença nas manhãs de inverno. Se não tem equipamento próprio, os extras que listámos acima resolvem o essencial.

Como correr bem o primeiro dia

Comece por uma volta curta de 30 minutos para se habituar à caixa automática, ao travão motor e ao peso. A posição das mãos e dos pés, o espelho e a altura do ecrã ajustam-se com facilidade, e é melhor fazer estas afinações no parque de estacionamento do que a 100 km/h. Verifique o nível do depósito antes de sair e confirme as horas de devolução.

Planeie o regresso com uma margem de 30 minutos antes das 19:00, sobretudo se vem de Sintra ou da zona de Cascais ao fim da tarde, quando o trânsito da A5 e da Ponte 25 de Abril aperta. E tire fotografias à mota, com o seu telemóvel, antes de partir. É uma prática simples que evita discussões.

Perguntas frequentes

Posso alugar a Tracer 9 GT com carta A2?

Não. A página da mota exige carta de categoria A e 21 anos de idade. Quem tem A2 deve olhar para as motas de categoria A2 da frota, como a Honda CMX500 Rebel ou a Husqvarna Svartpilen 401, ambas de categoria A2.

Quantos quilómetros posso fazer por dia?

O aluguer inclui 400 km por dia. Cada quilómetro adicional custa 0,49 €, conforme a cláusula 5.1 dos termos e condições. Com a autonomia de cerca de 380 km do depósito, o limite diário raramente é o problema.

Quanto custa a caução e quando é devolvida?

A caução da Tracer 9 GT é de 1500 €. É retida num cartão de crédito ou de débito em nome do condutor, no levantamento, e é libertada em 5 dias úteis depois da devolução.

Posso levar a Tracer a Espanha?

Sim, com o seguro de extensão para Espanha, que custa 58 € por cada 10 dias, segundo a tabela de extras dos termos e condições. Diga-nos na reserva para ficar tudo tratado antes do levantamento.

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Ver a frota

Fontes

  1. 1IMThttps://www.imt-ip.pt/condutores/informacoes-gerais/quero-ser-condutor/cartas-de-conducao-de-motociclos/
  2. 2Your Europehttps://europa.eu/youreurope/citizens/vehicles/driving-licence/driving-licence-categories/index_pt.htm
  3. 3Parques de Sintrahttps://www.parquesdesintra.pt/
  4. 4ICNFhttps://www.icnf.pt/
  5. 5Visit Portugalhttps://www.visitportugal.com/pt-pt
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