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Yamaha MT-125: análise, preço e para quem serve

Análise da Yamaha MT-125: 15 cv, 142 kg, carta A1, consumo, cidade e estrada, comparação com scooters 125 e preço de aluguer em Lisboa.

EREquipa RENT.MOTO.PTEquipa editorialPublicado10 de outubro de 2026Atualizado10 de outubro de 2026
Factos verificados em fontes oficiaisSem links patrocinados4 fontes citadas
Yamaha MT-125: análise, preço e para quem serve
2
anos de experiência a alugar motas em Lisboa
27
motas e scooters na frota, testadas por nós
4.9
200 avaliações verificadas no Google

Há motas de 125 cc que parecem scooters com ambições e há motas de 125 cc que parecem motas a sério com o motor reduzido. A Yamaha MT-125 pertence ao segundo grupo. Tem a postura de uma naked grande, o painel TFT a cores, a caixa de seis velocidades e um peso que qualquer pessoa consegue empurrar para fora de um parque de estacionamento sem pedir ajuda. Para quem tem carta A1, ou carta B e a idade certa, é provavelmente a forma mais direta de perceber se o mundo das motas com mudanças é para si.

Este texto não é uma ficha técnica requentada. Ficam as contas que interessam a quem pensa em alugar em Lisboa: o que a mota faz bem, onde se sente limitada, com que outras de 125 cc se compara e quanto custa passar um dia ou um fim de semana com ela, com os preços de outubro de 2026 da nossa loja na Sobreda.

Em resumo:

  • Motor de 125 cm³ com 11 kW (15 cv) às 10 000 rpm, caixa de 6 velocidades e ecrã TFT de 5 polegadas.
  • 142 kg em ordem de marcha e assento a 810 mm: leve, mas com altura de mota a sério.
  • Preço de outubro de 2026: 59,51 € por dia, com 400 km por dia incluídos e 0,35 € por km adicional.
  • Caução de 600 €, retida no cartão e libertada em 5 dias úteis; reserva com 30% do valor.
  • Carta A1, ou carta B se o condutor tiver 25 anos; levantamento na Sobreda, das 09:00 às 19:00.

Que tipo de mota é, na prática

A MT-125 é a versão pequena de uma família naked que a Yamaha construiu à volta de uma ideia simples: guiador largo, posição direita, motor com carácter. Na versão de 125 cm³ o motor é um monocilíndrico de quatro tempos com refrigeração líquida. Segundo a página do modelo na loja, rende 11 kW (15 cv) às 10 000 rpm. A ficha técnica publicada pela 1000PS indica um binário de 11,5 Nm às 8000 rpm.

Esses números dizem muito sobre o feitio. O binário é modesto e aparece alto no conta-rotações, por isso a mota recompensa quem usa a caixa. Numa scooter automática basta rodar o punho; aqui há que escolher a velocidade certa para sair de uma rotunda, e é precisamente isso que a torna interessante. A potência máxima de 11 kW não é acaso: é o limite que a diretiva europeia das cartas de condução fixa para a categoria A1.

O que a lei europeia diz sobre a categoria A1

A Diretiva 2006/126/CE define a categoria A1 como motociclos ligeiros com cilindrada máxima de 125 cm³, potência máxima de 11 kW e relação potência/peso até 0,1 kW/kg, com idade mínima de 16 anos. A MT-125 cabe nessa moldura com folga na terceira condição: 11 kW a dividir por 142 kg dá cerca de 0,077 kW/kg, um cálculo nosso a partir dos dados da ficha.

A regra portuguesa para quem tem carta B é outra conversa, e convém verificá-la no IMT, que é a entidade que emite as cartas de condução. Na nossa loja, a página da mota pede carta A1, ou carta B se o condutor tiver 25 anos, e as condições gerais de aluguer fixam os 18 anos como idade mínima para motas até 125 cc.

Mota a rolar numa estrada de asfalto com curvas suaves
Uma 125 de caixa manual pede estrada livre e mudanças bem escolhidas.

Os números que contam, lado a lado

Para perceber onde a MT-125 se posiciona, nada melhor do que pô-la ao lado de outras motas do mesmo catálogo. Todos os valores abaixo vêm das páginas das motas em rent.moto.pt, nos preços de outubro de 2026.

ModeloPeso em ordem de marchaAltura do assentoPreço por diaCaução
Yamaha MT-125142 kg810 mm59,51 €600 €
Honda PCX 125134 kg763 mm45,77 €600 €
Yamaha NMAX 125 Tech MAX132 kg770 mm62,57 €600 €
Honda NC750X216 kg800 mm100,43 €1000 €
Yamaha Tracer 9 GT227 kg860 mm155,00 €1500 €

Duas leituras saltam à vista. A primeira: a MT-125 pesa apenas 8 a 10 kg mais do que as scooters de 125 cc, mas senta-se 40 a 47 mm mais alto. Quem mede 1,60 m vai sentir essa diferença quando parar num semáforo; quem passa de 1,75 m dificilmente dará por ela. A segunda: custa mais do que uma PCX 125 e menos do que uma NMAX Tech MAX, o que mostra que o preço aqui não acompanha a cilindrada, mas o tipo de mota e o equipamento.

Na cidade: onde a MT-125 se safa bem

Lisboa tem declives, calçada molhada de manhã, elétricos que não cedem passagem e trânsito que se fecha como um acordeão na Segunda Circular. Uma mota com 142 kg e guiador largo atravessa tudo isto com a facilidade de quem vive no meio das filas. A largura total anunciada na ficha da 1000PS é de 800 mm, o que significa que o espaço entre dois carros parados raramente é um problema real.

O ecrã TFT de 5 polegadas é um detalhe que se agradece numa mota deste escalão. Para quem vem de uma scooter, o maior hábito a criar é contar as mudanças: com seis velocidades e uma gama de rotação apertada, perder a conta é fácil nas primeiras horas.

O arranque e o ponto de embraiagem

Quem nunca guiou uma mota de embraiagem vai passar por uma fase de adaptação, e é melhor aceitá-la cedo. Nos primeiros quarteirões, a mota pode calar-se uma vez ou duas ao arrancar numa subida. Não é defeito, é aprendizagem. Aconselhamos que os principiantes façam a primeira meia hora num parque vazio ou numa rua tranquila perto do ponto de levantamento antes de entrarem em avenidas movimentadas.

O motor de 125 cm³ com 15 cv não tem pressa, mas também não adormece. A partir das 6000 rpm ganha vida. Quem insistir em andar a 3000 rpm com a sexta engrenada vai ouvir um motor a reclamar. Reduzir uma ou duas mudanças para ultrapassar um autocarro é o gesto que separa uma volta agradável de uma volta frustrante.

Fora da cidade: Cabo da Roca, Arrábida e os limites

A autonomia anunciada na página da mota é de cerca de 400 km, com um depósito de 10 litros. Feitas as contas, são aproximadamente 2,5 litros aos 100 km, um consumo que faz do dia de mota um dos passeios mais baratos que se podem organizar. Coincide, aliás, com os 400 km por dia incluídos no aluguer: na prática, um depósito por dia dá para quase tudo o que se queira fazer a partir da Sobreda.

Um circuito clássico é o de Lisboa a Sintra e Cabo da Roca, com regresso pela costa. Outro, mais perto da loja, é a Serra da Arrábida, com curvas largas e visibilidade boa, o tipo de estrada onde uma 125 cc se sente feliz. A MT-125 aguenta bem as secundárias; é nas autoestradas, com vento lateral e camiões a ultrapassar, que mostra o seu lado menos simpático. Um motor de 15 cv a velocidade de cruzeiro alta trabalha muito, e quem insistir em fazer 200 km seguidos em via rápida vai chegar cansado.

Viajante de mota numa estrada ao ar livre com paisagem aberta
Estradas secundárias são o terreno natural de uma 125 cc com caixa manual.

O que fica curto

Convém ser claro: a MT-125 não é uma mota de viagem. Não tem proteção ao vento, não tem malas de série e o assento não foi pensado para etapas de 300 km sem pausas. Quem planeia atravessar o país com bagagem deve olhar para outro segmento. Para dois dias de passeio com mochila pequena, no entanto, serve perfeitamente; para dois dias de bagagem pesada e autoestrada, a escolha certa é uma mota maior.

A própria página da mota diz que não se deve esperar o mesmo de uma Yamaha Tracer ou de uma BMW GS. É um aviso honesto. A diferença entre uma 125 cc e uma 900 cc não está só na potência: está no conforto aerodinâmico, na estabilidade a ritmo alto e na capacidade de carga.

MT-125 ou scooter 125: como decidir

A pergunta mais frequente de quem hesita é a mais simples: scooter ou mota com mudanças? A resposta depende do que se quer da viagem. Uma scooter como a Honda PCX 125, a 45,77 € por dia em outubro de 2026, é mais barata, tem compartimento sob o assento e dispensa a embraiagem. A MT-125 custa mais 13,74 € por dia, mas oferece uma experiência de condução com mais controlo, travagem com motor e uma posição mais próxima da de uma mota grande.

Se o objetivo é chegar de A a B sem pensar na mota, a scooter ganha. Se o objetivo é guiar pelo prazer de guiar, a naked ganha. Para um primeiro contacto com motas de mudanças antes de se inscrever numa escola de condução, a MT-125 funciona como um teste muito eficaz: ao fim de um dia sabe-se se a embraiagem é coisa que nos entusiasma ou nos cansa.

E a segurança?

A ficha técnica da 1000PS refere ABS na versão de 2026 e a página do modelo na Yamaha Motor descreve-a como hyper naked de 125 cc. O ABS ajuda, mas não faz milagres: travar a fundo em piso molhado de calçada continua a exigir mão leve. Equipamento completo, luvas, casaco com proteções e capacete integral, é o que realmente protege quem cai. Na loja, o capacete integral custa 5 € por dia, as luvas 2 € e o casaco de proteção 5 €, valores previstos nas condições gerais de aluguer.

Quanto custa um fim de semana com a MT-125

As contas são fáceis, porque os preços são por dia e não há desconto para aluguer longo. Em outubro de 2026, dois dias custam 119,02 €, três dias custam 178,53 €. Os 400 km por dia estão incluídos, por isso um fim de semana com 600 a 700 km totais não gera extras. Cada km acima do limite diário custa 0,35 €: 50 km a mais num dia são 17,50 €.

A caução é de 600 €, bloqueada no cartão de crédito ou débito no levantamento e libertada em 5 dias úteis depois da devolução. Para reservar basta pagar 30% do valor total, e o restante fica para o levantamento. O preço inclui IVA a 23%, seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, capacete do condutor e cadeado.

Na prática, o orçamento de um fim de semana com a MT-125 fica por 119,02 € mais combustível. Com um consumo de cerca de 2,5 litros aos 100 km, é difícil gastar mais de uma dezena de euros em gasolina nos dois dias. Quem quer comparar com outras opções do catálogo pode ver todas as motas para alugar em Lisboa e escolher consoante a carta que tem e o tipo de viagem.

A quem recomendamos e a quem não

A MT-125 convém a três perfis. O primeiro é o de quem tem carta A1 ou carta B com os 25 anos e quer uma mota com personalidade em vez de uma scooter anónima. O segundo é o de quem está a decidir se tira a carta A2 e quer testar a caixa de velocidades antes de gastar dinheiro em lições. O terceiro é o do utilizador urbano que valoriza o leve, o estreito e o barato de rodar.

Não é a mota certa para quem quer fazer 600 km num dia com bagagem, nem para quem mede menos de 1,60 m e se sente inseguro com o pé a tocar no chão só em bicos. Também não é a mais indicada para dois ocupantes: com 15 cv, cada quilo extra sente-se, sobretudo em subidas. Para quem se enquadra no primeiro perfil, o melhor teste é alugar uma Yamaha MT-125 por um dia e perceber como se compara com uma scooter. Quem ainda hesita entre cilindradas pode ler o nosso guia sobre o aluguer de motas 125 em Lisboa.

Perguntas frequentes

Preciso de carta A para alugar a Yamaha MT-125?

Não. Como a mota é de 125 cm³ e 11 kW, a página do modelo pede carta A1, ou carta B se o condutor tiver 25 anos. As condições gerais de aluguer fixam os 18 anos como idade mínima para motas até 125 cc. Se tiver dúvidas sobre a sua categoria, consulte o IMT antes de reservar.

Quantos quilómetros posso fazer por dia?

O aluguer inclui 400 km por dia. Cada quilómetro adicional custa 0,35 €. Com a autonomia de cerca de 400 km que a página indica para a MT-125, um depósito cheio costuma cobrir um dia de passeio completo a partir da Sobreda.

Quanto custa alugar a MT-125 e que caução é pedida?

Em outubro de 2026, o preço é de 59,51 € por dia, sem desconto para períodos mais longos. A caução é de 600 €, retida no cartão e libertada em 5 dias úteis. Reserva-se com 30% do valor.

O que devo levar no dia do levantamento?

Leve o bilhete de identidade ou passaporte, a carta de condução e um cartão de crédito ou débito em nome do condutor para o bloqueio da caução. O levantamento é na loja da Sobreda, todos os dias das 09:00 às 19:00, e a entrega ao domicílio ou no aeroporto está disponível como serviço pago.

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Fontes

  1. 11000PShttps://www.1000ps.com/pt-pt/modelo/7818/yamaha-mt-125/2026
  2. 2Diretiva 2006/126/CEhttps://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX:32006L0126
  3. 3IMThttps://www.imt-ip.pt/condutores/informacoes-gerais/quero-ser-condutor/
  4. 4Yamaha Motorhttps://www.yamaha-motor.eu/pt/pt/products/motorcycles/hyper-naked/mt-125/
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