Roteiro de mota Portugal 10 dias: etapas, km e dormidas
Roteiro de mota Portugal em 10 dias a partir de Lisboa: etapas, km por dia, onde dormir e custo da mota, preços de outubro de 2026.

Dez dias dão para fazer Portugal inteiro de mota sem andar sempre a olhar para o relógio. Não dão para ver tudo, e ainda bem: o melhor de um roteiro de mota Portugal bem montado é deixar coisas de fora. Este começa e acaba em Lisboa, na loja de Sobreda, passa pelo Alentejo litoral, pelo Algarve, pelo vale do Guadiana, pelas planícies do Alentejo, pela Beira Interior, pela Serra da Estrela e pelo Douro, e volta por Coimbra e pelo Oeste. Fizemos as contas dia a dia: quilómetros, onde dormir, quanto custa a mota, o que levar. Os preços são os de outubro de 2026.
Em resumo:
- 10 dias, 9 noites, cerca de 1960 km no total, com etapas entre 140 e 260 km.
- Os 4000 km incluídos em 10 dias (400 km por dia) ficam por usar; sobram mais de 2000 km de folga.
- Honda Transalp 750: 110,35 € por dia, 1103,50 € em 10 dias, preços de outubro de 2026; caução de 1000 €.
- Dormidas: Vila Nova de Milfontes, Sagres, Tavira, Mértola, Évora, Marvão, Manteigas, Pinhão ou Régua, Coimbra.
- Carta A e 21 anos de idade para estas motas; acima de 700 cm³ a loja pede 2 anos de experiência.
Porquê este sentido e esta ordem
O roteiro faz primeiro o sul e só depois sobe ao interior e ao norte. A razão é prática. Em outubro, o litoral alentejano e o Algarve ainda têm dias longos e temperaturas amenas, e quem começa pelo calor tem tempo de ajustar o equipamento antes de chegar à Serra da Estrela, onde a manhã pode ser fria a sério. Depois, o final por Coimbra e pelo Oeste deixa a última etapa suave: sem montanha, sem pressa, com estrada rápida disponível se o cansaço pesar.
A outra regra foi limitar cada dia a um máximo de cerca de 260 km. Parece pouco para quem está habituado a autoestrada, mas em estradas nacionais, com paragens para fotografias, café e um almoço decente, 200 km já ocupam um dia inteiro. Quem tenta fazer 400 km por dia em estradas secundárias passa o roteiro a olhar para o conta-quilómetros e não para a paisagem.

A mota certa para 10 dias e 1960 km
Para este traçado, a escolha mais equilibrada é uma trail média. Num roteiro de mota por Portugal com a Honda Transalp 750, o depósito de 16,9 litros dá uma autonomia de cerca de 390 km segundo a página da mota, o que na prática significa abastecer a cada 300 km sem ansiedade. A mota aguenta bem o piso irregular de algumas estradas do interior, a posição de condução é direita e o vento na autoestrada é suportável. A carta é de categoria A e a idade mínima é 21 anos.
Há alternativas. A Honda NC750X custa 100,43 € por dia e tem caução de 1000 €, é a opção mais económica deste grupo e tem espaço para bagagem. A Yamaha Tracer 9 GT custa 155 € por dia, com caução de 1500 €, e é a mais rápida e confortável em estrada, mas pede mais respeito nas curvas apertadas de piso gasto. Qualquer uma destas motas exige carta A, 21 anos e, por terem mais de 700 cm³, dois anos de experiência comprovada, como indicam as condições de aluguer.
E as scooters 125? Para um roteiro de 1960 km, não recomendamos. Para a autoestrada são lentas, e vários troços deste roteiro pedem uma mota com reserva de potência. Para saber o que inclui o preço, os quilómetros e a caução, leia o guia de alugar mota para viajar em Portugal.
Dia a dia: etapas, quilómetros e dormidas
| Dia | Percurso | Km aprox. | Dormida |
|---|---|---|---|
| 1 | Sobreda, Arrábida, Comporta, Vila Nova de Milfontes | 190 | Vila Nova de Milfontes |
| 2 | Milfontes, Odeceixe, Aljezur, Sagres | 150 | Sagres |
| 3 | Sagres, Monchique, Silves, Tavira | 200 | Tavira |
| 4 | Tavira, Alcoutim, Mértola | 140 | Mértola |
| 5 | Mértola, Serpa, Beja, Évora | 170 | Évora |
| 6 | Évora, Monsaraz, Estremoz, Marvão | 230 | Marvão |
| 7 | Marvão, Castelo Branco, Serra da Estrela, Manteigas | 230 | Manteigas |
| 8 | Manteigas, Viseu, Pinhão | 200 | Pinhão ou Peso da Régua |
| 9 | Douro, Viseu, Coimbra | 190 | Coimbra |
| 10 | Coimbra, Nazaré, Óbidos, Sobreda | 260 | Fim em Sobreda |
Os quilómetros são estimativas de planeamento, arredondadas à dezena, e dependem do desvio que fizer. Confirme sempre no GPS antes de cada etapa. Como o limite de 400 km por dia é calculado sobre o total do aluguer, uma etapa mais longa num dia compensa-se com uma mais curta noutro.
Dia 1: Arrábida, Comporta e Vila Nova de Milfontes
Saia de Sobreda cedo, depois de levantar a mota às 9h00. A primeira parte é a Serra da Arrábida, com a estrada panorâmica a descer para o mar, e o ritmo certo é lento. Atravesse depois a península de Setúbal para a zona da Comporta, com os arrozais dos dois lados da estrada, e siga pelo litoral alentejano por Melides e Sines. A estrada é plana, direita e agradável para o primeiro dia, quando o corpo ainda está a ajustar-se à mota. Chega a Vila Nova de Milfontes ao fim da tarde, com cerca de 190 km feitos. Jante junto ao rio Mira e durma lá.
Dia 2: Costa Vicentina até Sagres
É o dia mais curto até agora, e deve ser. A costa entre Odeceixe, Aljezur e o Cabo de São Vicente pede paragens: miradouros, praias sem nenhuma construção à vista, estradas com curvas largas. Fica pouco mais de 150 km de distância a cumprir, e ainda sobra tempo para chegar ao farol de Sagres antes do pôr do sol. A sequência é simples: costa de manhã, farol ao fim do dia.
Dia 3: de Sagres a Tavira por Monchique
Em vez de seguir pela costa algarvia, onde o trânsito pesa, suba a Monchique. A estrada serpenteia pela serra, com bastante sombra de eucaliptos e sobreiros, e o ponto mais alto, a Fóia, dá vista até ao mar nos dias limpos. Desça para Silves, que tem um castelo vermelho bem preservado, e siga para o Algarve oriental. Tavira, com 200 km no dia, é uma boa dormida: tem o rio Gilão, as pontes antigas e restaurantes onde o peixe do dia é mesmo o do dia.
Dia 4: Alcoutim e Mértola, pelo vale do Guadiana
É o dia mais calmo do roteiro, com 140 km. Deixe Tavira e suba pelo interior até Alcoutim, uma vila ribeirinha onde o Guadiana faz fronteira com Espanha. Siga pelas estradas do Baixo Alentejo até Mértola, uma vila com passado islâmico, em cima de um morro sobre o Guadiana. O piso é bom, o trânsito quase nulo, e o silêncio é o principal motivo para vir cá. Mértola é pequena e muito boa para jantar cedo e dormir bem.
Dia 5: Serpa, Beja e Évora
O dia 5 é de planície. Serpa, para queijo e enchidos, e depois Beja, onde vale esticar as pernas à sombra do castelo. A reta alentejana engana: a tentação é abrir o punho, mas os radares e as vacas que atravessam a estrada existem. Chega a Évora com 170 km feitos e ainda com a tarde livre para ver o centro histórico, o Templo Romano e a Praça do Giraldo a pé.

Dia 6: Monsaraz, Estremoz e Marvão
É o dia mais longo da primeira metade, com 230 km. Monsaraz, com as suas ruas de pedra branca em cima do Alqueva, é a primeira paragem. Daí, Estremoz e o mármore, e depois sobe-se para o Alto Alentejo e a Serra de São Mamede. Marvão aparece de repente, empoleirada num penedo. Chegue antes das 18h00 para apanhar a luz sobre as muralhas, e procure alojamento dentro ou perto da vila para chegar a pé às muralhas.
Dia 7: Serra da Estrela até Manteigas
De Marvão desce-se a Castelo Branco e sobe-se à Serra da Estrela, o troço com mais altitude do roteiro. Nesta altura a temperatura pode cair 10 ou 12 graus entre a base e o planalto. Leve camadas, e consulte antes a previsão do IPMA, porque em outubro a serra pode ter nevoeiro e chuva sem aviso. A descida para Manteigas, no vale glaciar do Zêzere, é das mais bonitas do país, e a vila é um bom sítio para sentar-se com um chá quente ao fim de 230 km.
Dia 8: de Manteigas ao Douro
Suba de novo até Viseu e continue para norte, na direção do Douro. O objetivo é chegar ao Peso da Régua ou ao Pinhão ao fim da tarde, para apanhar a estrada junto ao rio, a N222, frequentemente citada entre as melhores estradas de Portugal para conduzir. Em outubro, as vinhas já estão em tons de vermelho e dourado depois da vindima, e a estrada em si é boa, com curvas em sequência e vistas de socalcos sem fim.
Dia 9: do Douro a Coimbra
O Douro fica para trás e a estrada volta a sul, por Viseu, até Coimbra. O traçado mais rápido tem menos de 150 km, mas com desvios por estradas secundárias chega aos 190. Coimbra é uma cidade universitária com ladeiras, ruas de pedra e muito pouco estacionamento: pergunte no alojamento onde deixar a mota, de preferência em garagem ou no pátio.
Dia 10: Nazaré, Óbidos e regresso a Sobreda
O último dia tem 260 km, mas a maior parte é rápida e sem surpresas. Pare na Nazaré para ver o mar do promontório, depois em Óbidos para almoçar dentro das muralhas, e siga para sul por Lisboa e pela Ponte 25 de Abril. Devolva a mota na loja até às 19h00, que é a hora em que fecha. Se tem voo na manhã seguinte, a entrega ao aeroporto é um serviço pago à parte, e convém combiná-la com antecedência.
Quanto custa o roteiro
Em outubro de 2026, o aluguer de dez dias fica assim:
| Mota | Preço por dia | 10 dias | Caução |
|---|---|---|---|
| Honda NC750X | 100,43 € | 1004,30 € | 1000 € |
| Honda Transalp 750 | 110,35 € | 1103,50 € | 1000 € |
| Yamaha Tracer 9 GT | 155,00 € | 1550,00 € | 1500 € |
Não há desconto por aluguer longo, por isso o preço de dez dias é o preço diário multiplicado por dez. A reserva faz-se com 30%: na Transalp são 331,05 €, e o resto paga-se no levantamento. A caução fica retida num cartão de crédito ou débito, não é debitada, e é libertada em 5 dias úteis depois da devolução.
Some o equipamento, se precisar: capacete integral a 5 € por dia, casaco a 5 € e luvas a 2 €, ou seja 12 € por dia e 120 € nos dez dias. Some o combustível, as portagens e as dormidas, que variam muito consoante o gosto de cada um. Quanto aos quilómetros, 1960 km ficam muito abaixo dos 4000 incluídos, e se ultrapassar o total, o quilómetro extra custa 0,49 €.
Antes de partir
Confirme que a sua carta é aceite em Portugal e para a categoria da mota. O IMT é a entidade que regula as cartas de condução no país, e a página do Your Europe explica como funcionam as cartas emitidas noutros países da União Europeia. Se a sua carta é de fora da UE, fale connosco antes de reservar.
Veja também o estado das estradas. A Infraestruturas de Portugal publica informação sobre a rede rodoviária, e convém ver se há obras em algum dos troços antes de cada etapa. Para ideias de paragens e visitas em cada região, o portal Visit Portugal tem uma boa base.
Na bagagem, menos é mais. Uma mala lateral e uma bolsa de depósito chegam para dez dias se lavar a roupa a meio. Leve forro impermeável mesmo no sul, um segundo par de luvas e um cadeado para a mota nas noites em que ficar na rua.
Ajustar o roteiro à sua medida
Com oito dias, corte os dias 4 e 5: de Tavira siga direto para Évora e poupe duas etapas. Com catorze dias, acrescente duas noites no Douro, uma noite no Gerês e uma em Tomar, e junte uma tarde sem mota em Lisboa antes de devolver a chave. Em qualquer caso, a lógica é a mesma: não passar de 250 km por dia e deixar a última etapa fácil.
Para um fim de semana prolongado, a costa entre Lisboa e Sagres chega. Em qualquer dos casos, a escolha da mota faz-se na lista completa da frota, para este roteiro de mota Portugal.
Perguntas frequentes
Quantos quilómetros faz um roteiro de mota de 10 dias por Portugal?
Este roteiro soma cerca de 1960 km em 10 dias, uma média de 196 km por dia. Os 4000 km incluídos no aluguer cobrem-no com uma folga de mais de 2000 km.
Qual é a melhor mota para este roteiro?
Uma trail média como a Honda Transalp 750 equilibra conforto, autonomia (cerca de 390 km) e custo (110,35 € por dia em outubro de 2026). A Honda NC750X é mais barata e a Yamaha Tracer 9 GT é mais rápida em estrada.
Preciso de reservar as dormidas com antecedência?
Em outubro, a maioria das vilas deste roteiro tem alojamento livre com pouca antecedência, mas Marvão, Manteigas e o Douro têm poucas camas. Reserve essas três noites primeiro e deixe as outras para decidir no caminho.
Posso levar a mota para Espanha durante o roteiro?
Só com autorização prévia da loja e com a extensão de seguro e assistência, que custa 58 € por cada 10 dias. Este roteiro não precisa dela: Alcoutim fica na margem do Guadiana, mas toda a circulação é em Portugal.
Que equipamento devo levar?
Casaco e luvas com forro impermeável, uma camada térmica para a Serra da Estrela e botas fechadas. Para a noite de Marvão e a de Manteigas, onde a temperatura baixa mais, leve também um gorro fino que caiba debaixo do capacete.
Pronto para andar de mota em Lisboa?
Reserve a sua mota ou scooter em poucos minutos, com entrega em Lisboa.
Ver a frotaFontes
- 1IPMAhttps://www.ipma.pt/pt/index.html
- 2IMThttps://www.imt-ip.pt/
- 3Your Europehttps://europa.eu/youreurope/citizens/travel/driving-abroad/driving-licence-and-insurance/index_pt.htm
- 4Infraestruturas de Portugalhttps://www.infraestruturasdeportugal.pt/
- 5Visit Portugalhttps://www.visitportugal.com/pt-pt
Aluguer de motas e scooters em Lisboa, Portugal.
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