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Aluguer de mota para viajar em Portugal: o que inclui

Aluguer de mota para viajar em Portugal: 400 km por dia, caução, seguro, carta e Espanha. Números reais da loja em Sobreda, preços de outubro de 2026.

EREquipa RENT.MOTO.PTEquipa editorialPublicado19 de outubro de 2026Atualizado19 de outubro de 2026
Factos verificados em fontes oficiaisSem links patrocinados4 fontes citadas
Aluguer de mota para viajar em Portugal: o que inclui
2
anos de experiência a alugar motas em Lisboa
28
motas e scooters na frota, testadas por nós
4.9
203 avaliações verificadas no Google

Há duas maneiras de ver Portugal de mota. A primeira é comprar uma, o que só faz sentido se vai cá ficar. A segunda é o aluguer de mota para viajar durante uma semana, dez dias ou o tempo que o calendário deixar. Quem escolhe a segunda costuma ter as mesmas dúvidas: o que está mesmo incluído no preço, quantos quilómetros posso fazer, quanto fica retido no cartão, onde posso andar e que carta preciso. Este guia responde a tudo com os números da nossa loja em Sobreda, preços de outubro de 2026, e sem letras pequenas escondidas.

Em resumo:

  • Cada dia de aluguer inclui 400 km; o quilómetro extra custa 0,49 €. Em 7 dias são 2800 km sem pagar mais.
  • Não há desconto por aluguer longo: o preço por dia é o da página de cada mota, em outubro de 2026.
  • Reserva-se com 30% do valor; a caução (de 400 € a 2200 € consoante o modelo) fica retida num cartão de crédito ou débito, não em dinheiro.
  • Por defeito, só se circula em Portugal Continental; sair para Espanha exige autorização e extensão de seguro (58 € por cada 10 dias).
  • Seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, capacete simples e cadeado vêm incluídos em todas as motas.

O que está incluído no preço por dia

Quando abre a página de qualquer mota no nosso site, o valor que vê já tem o IVA de 23%. Não é preço "a partir de" com taxas a aparecer no fim. Dentro dele estão o seguro de responsabilidade civil obrigatório, a assistência em viagem, um capacete simples com viseira e um cadeado. Os 400 quilómetros diários também fazem parte do pacote.

O que não vem incluído é equipamento adicional e alguns serviços. Segundo as condições de aluguer, os extras de referência são estes:

  • capacete integral: 5 € por dia;
  • casaco de proteção: 5 € por dia;
  • luvas: 2 € por dia;
  • suporte para telemóvel: 3 € por dia;
  • extensão de seguro para Espanha: 58 € por cada 10 dias.

Faça a conta com calma. Numa viagem de oito dias, casaco, luvas e capacete integral somam 12 € por dia, ou seja 96 € no total. Se tem equipamento próprio, é dinheiro poupado. Se não tem, é uma das decisões que mais pesa no conforto de quem passa seis horas por dia em cima da mota.

A entrega ao domicílio e no aeroporto é um serviço pago à parte. O levantamento normal faz-se na loja, em Estrada Nacional N10-1 189, Sobreda, e há quem prefira começar a viagem diretamente desse ponto e saem dali para onde o mapa mandar.

Mota adventure com bagagem lateral parada numa estrada de gravilha entre encostas rochosas
Uma adventure com malas laterais, o tipo de mota que mais se aluga para viagens longas.

Quilómetros: a conta que convém fazer antes de reservar

Os 400 km por dia não são um limite diário rígido. O que conta é o total: multiplicam-se os dias de aluguer por 400 e compara-se com a diferença entre o conta-quilómetros à entrega e à devolução. Se fizer 150 km num dia e 550 km no seguinte, não paga nada a mais, desde que o total final fique dentro do tecto. Isto está na cláusula 5.1 das condições de aluguer.

Dias de aluguerQuilómetros incluídosCusto de 300 km extra
31200 km147 €
52000 km147 €
72800 km147 €
104000 km147 €
145600 km147 €

A última coluna é igual em todas as linhas de propósito: cada quilómetro acima do total custa 0,49 €, seja qual for a duração do aluguer. 300 km a mais são 147 €, 500 km são 245 €. Na prática, quase ninguém ultrapassa. Uma volta tranquila de dez dias, com 250 a 300 km por dia, fica em 2500 a 3000 km, bem abaixo dos 4000 incluídos. Quem faz Lisboa e volta, com um desvio por estradas de montanha, tem folga de sobra.

A caução: quanto, onde e quando volta

A caução é a parte que mais assusta quem aluga pela primeira vez, e é simples de explicar. Não é um pagamento. É uma pré-autorização no cartão, feita no terminal de pagamento da loja no momento do levantamento, que bloqueia temporariamente o valor no limite disponível, sem o debitar da conta. O cartão tem de ser de crédito ou de débito físico, em nome do titular do contrato. Dinheiro não serve.

O valor depende do modelo. Nas motas da frota, em outubro de 2026, variam assim:

  • scooters 110 e 125 cm³: de 400 € a 600 €;
  • scooters de 350 cm³ e Honda NC750X: 800 € a 1000 €;
  • Honda Transalp 750 e Honda Africa Twin: 1000 € e 1100 €;
  • Yamaha Tracer 9 GT: 1500 €;
  • BMW R 1300 GS: de 2000 € a 2200 €.

Cada página de mota mostra a caução exata e indica que é devolvida em 5 dias úteis. Depois da vistoria à devolução, a loja dá ordem de libertação do bloqueio. As condições de aluguer acrescentam um aviso honesto: o tempo que o seu banco demora a mostrar o saldo livre depende do emissor do cartão e das redes Visa e Mastercard, e pode ser mais longo do que na loja. Se viaja com um só cartão, deixe uma margem no limite para a semana seguinte. Se tem dois, use na caução o que tem mais folga.

Se houver danos, combustível em falta, portagens por pagar ou multas durante o aluguer, a loja pode converter parte ou a totalidade do valor retido em cobrança. Daí a utilidade da vistoria feita à entrega: os danos que já existem ficam registados e fotografados numa checklist assinada pelas duas partes, e só o que aparecer a mais é da sua responsabilidade.

Seguro e danos próprios: leia o campo "Incluído"

Todas as motas têm seguro de responsabilidade civil obrigatório, que cobre danos a terceiros. A cobertura para danos próprios, roubo e perda total pode ou não estar incluída, e é indicada em cada anúncio. Quando não está, pode contratar cobertura adicional por dia. Sem ela, é responsável pelos custos de reparação, ou pelo valor de mercado em caso de roubo ou perda total, até ao limite da caução. Se os danos passarem a caução, a diferença também é sua.

Em duas frases: na reserva, leia o que diz o campo "Incluído" da mota escolhida, e decida com isso se contrata a cobertura extra. Não é uma decisão para fazer no balcão com a mochila às costas.

Que carta é preciso e onde ver se serve

Aqui não há uma resposta única, porque depende da mota. Segundo as páginas de cada modelo, os requisitos em outubro de 2026 são:

  • scooters até 125 cm³: idade mínima de 18 anos e carta A1, A2 ou A, ou carta B com 25 anos ou mais (neste último caso, válida apenas em Portugal);
  • Honda ADV 350 e outras motas A2: idade mínima de 21 anos e carta A2 ou A;
  • Honda NC750X, Transalp 750, Yamaha Tracer 9 GT e restantes motas de categoria A: idade mínima de 21 anos e carta A;
  • acima de 700 cm³: é exigida experiência comprovada de pelo menos 2 anos em motas de características semelhantes.

Além disso, pede-se cartão de cidadão ou passaporte e experiência adequada. A loja reserva-se o direito de avaliar a sua experiência à entrega e pode recusar o aluguer, sem reembolso, se concluir que não conduz com segurança aquele modelo. É raro, mas acontece, e convém saber antes de escolher uma 145 cv só porque ficou bem na fotografia.

Sobre a validade da carta fora de Portugal, o portal europeu Your Europe esclarece que uma carta de condução emitida num país da UE pode ser usada em toda a UE, desde que esteja válida durante toda a viagem. Se a sua carta for de um país fora da UE, o mesmo portal recomenda contactar as autoridades do país de emissão ou a embaixada. Em Portugal, o organismo responsável pelas cartas é o IMT, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, e é lá que deve confirmar qualquer dúvida de reconhecimento antes de viajar. A decisão final sobre o aluguer cabe sempre à loja, com o documento original à frente.

Onde pode andar: Portugal Continental e Espanha

Por defeito, a mota circula em Portugal Continental. Todas têm geolocalização por GPS, para segurança, prevenção de roubo e verificação das fronteiras definidas no contrato. Violar esses limites é uma quebra grave do contrato, por isso não improvise uma ida a Sevilha no quinto dia.

Sair do país é possível, mas só com autorização prévia e expressa da loja e com a extensão de seguro e assistência correspondente. A de Espanha custa 58 € por cada 10 dias. Se já sabe que quer cruzar a fronteira, diga-o na reserva, não à porta da loja. Madeira e Açores ficam fora do aluguer por defeito, já que a regra é Portugal Continental.

Cinco motas estacionadas à beira de uma estrada com vista para colinas verdes e céu carregado
Paragens para respirar e olhar para o céu fazem parte de qualquer roteiro de vários dias.

Que mota escolher para vários dias

Aqui há um critério mais importante do que a potência: a autonomia e o conforto. Uma mota que obriga a parar de 300 em 300 km não é pior, mas muda o ritmo do dia. Os números das fichas, em outubro de 2026:

ModeloPreço por dia (outubro de 2026)Autonomia aprox.Carta
Honda PCX12546 €320 kmA1 (ou B, 25 anos)
Honda ADV 35080 €330 kmA2
Honda NC750X100 €400 kmA
Honda Transalp 750110 €390 kmA
Yamaha Tracer 9 GT155 €380 kmA

A Honda NC750X é a escolha prática: 59 cv, 216 kg, assento a 800 mm, autonomia de cerca de 400 km e 100 € por dia. Não faz o coração disparar, mas faz quilómetros sem queixas. A Honda Transalp 750 custa mais 10 € por dia, tem 92 cv, 208 kg e assento a 850 mm. É uma adventure média, mais fácil de gerir do que uma BMW GS de 145 cv, e serve bem quem alterna asfalto com um caminho de terra. Para o conforto em estrada aberta, a Yamaha Tracer 9 GT (119 cv, 227 kg, caixa automática segundo a ficha) é a sport-touring da frota, mas pede experiência.

Para ver o preço e reservar com data, abra a página da Honda Transalp 750 e comece a alugar mota para viajar em Portugal. O preço e a disponibilidade estão sempre ali.

E as scooters? Para três ou quatro dias a explorar a costa e as serras próximas de Lisboa, uma scooter de 125 cm³ cumpre e poupa. Mas para atravessar o país com bagagem, a posição de pernas fixas e o piso irregular cansam mais do que parece. A Honda ADV 350 é o meio-termo: 28,8 bhp, 186 kg, transmissão automática e assento a 795 mm.

Como planear as etapas

O erro clássico de quem aluga para viajar é desenhar dias de 450 km no mapa. No papel parece pouco, na estrada são sete horas contando paragens, e no fim do segundo dia já ninguém quer ver a paisagem. A regra que funciona: entre 250 e 300 km por dia, com a certeza de que pode fazer 400 sem ir ao limite do contrato.

Alguns critérios práticos:

  1. Combustível. A mota é entregue com o depósito cheio e deve voltar cheia. Se não voltar, cobra-se uma taxa de reabastecimento mais o combustível em falta, deduzidos da caução.
  2. Tempo. Consulte a previsão do IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera na véspera e de manhã. No litoral, o vento e o nevoeiro mudam o plano mais vezes do que a chuva.
  3. Estradas. Para obras e condicionamentos na rede rodoviária, o site da Infraestruturas de Portugal é o ponto de partida oficial.
  4. Dormida. Reserve com cancelamento grátis nos fins de semana e deixe os dias de semana livres. Assim, se o tempo ou o cansaço mudarem o plano, perde pouco.
  5. Bagagem. Menos é melhor. Uma mochila de 30 litros e um saco impermeável chegam para uma semana, com uma muda a secar todas as noites.

Para uma primeira viagem de três dias, a costa a sul de Lisboa é uma boa escola: estradas variadas, paragens frequentes, e a loja ao alcance se alguma coisa correr mal. Quem quiser etapas concretas pode seguir o roteiro da Costa Vicentina de mota.

Estrada asfaltada em curva junto a uma parede de rocha coberta de vegetação, com montanhas ao fundo
Curvas largas e visibilidade: o tipo de estrada onde uma mota de touring mostra o que vale.

Reservar, cancelar e devolver

A reserva faz-se com 30% do valor. Se precisar de cancelar, as condições dependem da antecedência: mais de 7 dias úteis dá direito a 100% do valor pago; entre 7 e 5 dias, 70%; entre 5 e 3 dias, 50%; com menos de 24 horas ou em caso de não comparência, não há reembolso. Uma devolução antecipada também não gera crédito pelos dias não usados.

Sobre a devolução, a mota deve chegar na data e hora do contrato. O atraso paga-se à tarifa em vigor, com dias adicionais, e pode haver taxa de penalização se impedir a entrega a outro cliente. A devolução fora do horário da loja é possível com aviso prévio e custa 50 €.

Perguntas frequentes

Posso alugar uma mota por vários dias e fazer mais de 400 km num só dia?

Sim. O limite é calculado sobre o total do aluguer, multiplicando os dias por 400. Se um dia fizer 600 km e outro 200 km, o total conta, não o dia. Só os quilómetros acima do total são cobrados, a 0,49 € cada.

O preço por dia baixa se alugar durante duas semanas?

Não. Não há desconto por aluguer longo: paga o preço por dia da página da mota, nos preços de outubro de 2026, multiplicado pelos dias. A vantagem de ficar mais tempo está na distribuição dos custos fixos da viagem, não na tarifa.

Posso levar a mota para Espanha?

Só com autorização prévia e expressa da loja e com a extensão de seguro e assistência para Espanha, que custa 58 € por cada 10 dias. Sem isso, a circulação fica restrita a Portugal Continental, e a mota tem GPS.

A caução é cobrada ou apenas bloqueada?

Apenas bloqueada, como pré-autorização num cartão de crédito ou de débito em nome do titular do contrato. Se a mota voltar sem danos, sem combustível em falta e sem portagens ou multas por pagar, o bloqueio é libertado; a página de cada mota indica 5 dias úteis, e o seu banco pode demorar mais a atualizar o saldo disponível.

Preciso de levar o cartão físico, ou o telemóvel chega?

A caução é processada no terminal de pagamento da loja, por isso leve o cartão físico, de crédito ou de débito, com limite disponível acima do valor da mota escolhida. Um cartão virtual guardado só no telemóvel não é o plano mais seguro, por isso confirme com a loja antes de chegar.

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Ver a frota

Fontes

  1. 1carta de condução emitida num país da UEhttps://europa.eu/youreurope/citizens/travel/driving-abroad/driving-licence-and-insurance/index_pt.htm
  2. 2IMT, Instituto da Mobilidade e dos Transporteshttps://www.imt-ip.pt/
  3. 3IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosferahttps://www.ipma.pt/pt/index.html
  4. 4Infraestruturas de Portugalhttps://www.infraestruturasdeportugal.pt/
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