Aluguer de mota para viajar em Portugal: o que inclui
Aluguer de mota para viajar em Portugal: 400 km por dia, caução, seguro, carta e Espanha. Números reais da loja em Sobreda, preços de outubro de 2026.

Há duas maneiras de ver Portugal de mota. A primeira é comprar uma, o que só faz sentido se vai cá ficar. A segunda é o aluguer de mota para viajar durante uma semana, dez dias ou o tempo que o calendário deixar. Quem escolhe a segunda costuma ter as mesmas dúvidas: o que está mesmo incluído no preço, quantos quilómetros posso fazer, quanto fica retido no cartão, onde posso andar e que carta preciso. Este guia responde a tudo com os números da nossa loja em Sobreda, preços de outubro de 2026, e sem letras pequenas escondidas.
Em resumo:
- Cada dia de aluguer inclui 400 km; o quilómetro extra custa 0,49 €. Em 7 dias são 2800 km sem pagar mais.
- Não há desconto por aluguer longo: o preço por dia é o da página de cada mota, em outubro de 2026.
- Reserva-se com 30% do valor; a caução (de 400 € a 2200 € consoante o modelo) fica retida num cartão de crédito ou débito, não em dinheiro.
- Por defeito, só se circula em Portugal Continental; sair para Espanha exige autorização e extensão de seguro (58 € por cada 10 dias).
- Seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, capacete simples e cadeado vêm incluídos em todas as motas.
O que está incluído no preço por dia
Quando abre a página de qualquer mota no nosso site, o valor que vê já tem o IVA de 23%. Não é preço "a partir de" com taxas a aparecer no fim. Dentro dele estão o seguro de responsabilidade civil obrigatório, a assistência em viagem, um capacete simples com viseira e um cadeado. Os 400 quilómetros diários também fazem parte do pacote.
O que não vem incluído é equipamento adicional e alguns serviços. Segundo as condições de aluguer, os extras de referência são estes:
- capacete integral: 5 € por dia;
- casaco de proteção: 5 € por dia;
- luvas: 2 € por dia;
- suporte para telemóvel: 3 € por dia;
- extensão de seguro para Espanha: 58 € por cada 10 dias.
Faça a conta com calma. Numa viagem de oito dias, casaco, luvas e capacete integral somam 12 € por dia, ou seja 96 € no total. Se tem equipamento próprio, é dinheiro poupado. Se não tem, é uma das decisões que mais pesa no conforto de quem passa seis horas por dia em cima da mota.
A entrega ao domicílio e no aeroporto é um serviço pago à parte. O levantamento normal faz-se na loja, em Estrada Nacional N10-1 189, Sobreda, e há quem prefira começar a viagem diretamente desse ponto e saem dali para onde o mapa mandar.

Quilómetros: a conta que convém fazer antes de reservar
Os 400 km por dia não são um limite diário rígido. O que conta é o total: multiplicam-se os dias de aluguer por 400 e compara-se com a diferença entre o conta-quilómetros à entrega e à devolução. Se fizer 150 km num dia e 550 km no seguinte, não paga nada a mais, desde que o total final fique dentro do tecto. Isto está na cláusula 5.1 das condições de aluguer.
| Dias de aluguer | Quilómetros incluídos | Custo de 300 km extra |
|---|---|---|
| 3 | 1200 km | 147 € |
| 5 | 2000 km | 147 € |
| 7 | 2800 km | 147 € |
| 10 | 4000 km | 147 € |
| 14 | 5600 km | 147 € |
A última coluna é igual em todas as linhas de propósito: cada quilómetro acima do total custa 0,49 €, seja qual for a duração do aluguer. 300 km a mais são 147 €, 500 km são 245 €. Na prática, quase ninguém ultrapassa. Uma volta tranquila de dez dias, com 250 a 300 km por dia, fica em 2500 a 3000 km, bem abaixo dos 4000 incluídos. Quem faz Lisboa e volta, com um desvio por estradas de montanha, tem folga de sobra.
A caução: quanto, onde e quando volta
A caução é a parte que mais assusta quem aluga pela primeira vez, e é simples de explicar. Não é um pagamento. É uma pré-autorização no cartão, feita no terminal de pagamento da loja no momento do levantamento, que bloqueia temporariamente o valor no limite disponível, sem o debitar da conta. O cartão tem de ser de crédito ou de débito físico, em nome do titular do contrato. Dinheiro não serve.
O valor depende do modelo. Nas motas da frota, em outubro de 2026, variam assim:
- scooters 110 e 125 cm³: de 400 € a 600 €;
- scooters de 350 cm³ e Honda NC750X: 800 € a 1000 €;
- Honda Transalp 750 e Honda Africa Twin: 1000 € e 1100 €;
- Yamaha Tracer 9 GT: 1500 €;
- BMW R 1300 GS: de 2000 € a 2200 €.
Cada página de mota mostra a caução exata e indica que é devolvida em 5 dias úteis. Depois da vistoria à devolução, a loja dá ordem de libertação do bloqueio. As condições de aluguer acrescentam um aviso honesto: o tempo que o seu banco demora a mostrar o saldo livre depende do emissor do cartão e das redes Visa e Mastercard, e pode ser mais longo do que na loja. Se viaja com um só cartão, deixe uma margem no limite para a semana seguinte. Se tem dois, use na caução o que tem mais folga.
Se houver danos, combustível em falta, portagens por pagar ou multas durante o aluguer, a loja pode converter parte ou a totalidade do valor retido em cobrança. Daí a utilidade da vistoria feita à entrega: os danos que já existem ficam registados e fotografados numa checklist assinada pelas duas partes, e só o que aparecer a mais é da sua responsabilidade.
Seguro e danos próprios: leia o campo "Incluído"
Todas as motas têm seguro de responsabilidade civil obrigatório, que cobre danos a terceiros. A cobertura para danos próprios, roubo e perda total pode ou não estar incluída, e é indicada em cada anúncio. Quando não está, pode contratar cobertura adicional por dia. Sem ela, é responsável pelos custos de reparação, ou pelo valor de mercado em caso de roubo ou perda total, até ao limite da caução. Se os danos passarem a caução, a diferença também é sua.
Em duas frases: na reserva, leia o que diz o campo "Incluído" da mota escolhida, e decida com isso se contrata a cobertura extra. Não é uma decisão para fazer no balcão com a mochila às costas.
Que carta é preciso e onde ver se serve
Aqui não há uma resposta única, porque depende da mota. Segundo as páginas de cada modelo, os requisitos em outubro de 2026 são:
- scooters até 125 cm³: idade mínima de 18 anos e carta A1, A2 ou A, ou carta B com 25 anos ou mais (neste último caso, válida apenas em Portugal);
- Honda ADV 350 e outras motas A2: idade mínima de 21 anos e carta A2 ou A;
- Honda NC750X, Transalp 750, Yamaha Tracer 9 GT e restantes motas de categoria A: idade mínima de 21 anos e carta A;
- acima de 700 cm³: é exigida experiência comprovada de pelo menos 2 anos em motas de características semelhantes.
Além disso, pede-se cartão de cidadão ou passaporte e experiência adequada. A loja reserva-se o direito de avaliar a sua experiência à entrega e pode recusar o aluguer, sem reembolso, se concluir que não conduz com segurança aquele modelo. É raro, mas acontece, e convém saber antes de escolher uma 145 cv só porque ficou bem na fotografia.
Sobre a validade da carta fora de Portugal, o portal europeu Your Europe esclarece que uma carta de condução emitida num país da UE pode ser usada em toda a UE, desde que esteja válida durante toda a viagem. Se a sua carta for de um país fora da UE, o mesmo portal recomenda contactar as autoridades do país de emissão ou a embaixada. Em Portugal, o organismo responsável pelas cartas é o IMT, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, e é lá que deve confirmar qualquer dúvida de reconhecimento antes de viajar. A decisão final sobre o aluguer cabe sempre à loja, com o documento original à frente.
Onde pode andar: Portugal Continental e Espanha
Por defeito, a mota circula em Portugal Continental. Todas têm geolocalização por GPS, para segurança, prevenção de roubo e verificação das fronteiras definidas no contrato. Violar esses limites é uma quebra grave do contrato, por isso não improvise uma ida a Sevilha no quinto dia.
Sair do país é possível, mas só com autorização prévia e expressa da loja e com a extensão de seguro e assistência correspondente. A de Espanha custa 58 € por cada 10 dias. Se já sabe que quer cruzar a fronteira, diga-o na reserva, não à porta da loja. Madeira e Açores ficam fora do aluguer por defeito, já que a regra é Portugal Continental.

Que mota escolher para vários dias
Aqui há um critério mais importante do que a potência: a autonomia e o conforto. Uma mota que obriga a parar de 300 em 300 km não é pior, mas muda o ritmo do dia. Os números das fichas, em outubro de 2026:
| Modelo | Preço por dia (outubro de 2026) | Autonomia aprox. | Carta |
|---|---|---|---|
| Honda PCX125 | 46 € | 320 km | A1 (ou B, 25 anos) |
| Honda ADV 350 | 80 € | 330 km | A2 |
| Honda NC750X | 100 € | 400 km | A |
| Honda Transalp 750 | 110 € | 390 km | A |
| Yamaha Tracer 9 GT | 155 € | 380 km | A |
A Honda NC750X é a escolha prática: 59 cv, 216 kg, assento a 800 mm, autonomia de cerca de 400 km e 100 € por dia. Não faz o coração disparar, mas faz quilómetros sem queixas. A Honda Transalp 750 custa mais 10 € por dia, tem 92 cv, 208 kg e assento a 850 mm. É uma adventure média, mais fácil de gerir do que uma BMW GS de 145 cv, e serve bem quem alterna asfalto com um caminho de terra. Para o conforto em estrada aberta, a Yamaha Tracer 9 GT (119 cv, 227 kg, caixa automática segundo a ficha) é a sport-touring da frota, mas pede experiência.
Para ver o preço e reservar com data, abra a página da Honda Transalp 750 e comece a alugar mota para viajar em Portugal. O preço e a disponibilidade estão sempre ali.
E as scooters? Para três ou quatro dias a explorar a costa e as serras próximas de Lisboa, uma scooter de 125 cm³ cumpre e poupa. Mas para atravessar o país com bagagem, a posição de pernas fixas e o piso irregular cansam mais do que parece. A Honda ADV 350 é o meio-termo: 28,8 bhp, 186 kg, transmissão automática e assento a 795 mm.
Como planear as etapas
O erro clássico de quem aluga para viajar é desenhar dias de 450 km no mapa. No papel parece pouco, na estrada são sete horas contando paragens, e no fim do segundo dia já ninguém quer ver a paisagem. A regra que funciona: entre 250 e 300 km por dia, com a certeza de que pode fazer 400 sem ir ao limite do contrato.
Alguns critérios práticos:
- Combustível. A mota é entregue com o depósito cheio e deve voltar cheia. Se não voltar, cobra-se uma taxa de reabastecimento mais o combustível em falta, deduzidos da caução.
- Tempo. Consulte a previsão do IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera na véspera e de manhã. No litoral, o vento e o nevoeiro mudam o plano mais vezes do que a chuva.
- Estradas. Para obras e condicionamentos na rede rodoviária, o site da Infraestruturas de Portugal é o ponto de partida oficial.
- Dormida. Reserve com cancelamento grátis nos fins de semana e deixe os dias de semana livres. Assim, se o tempo ou o cansaço mudarem o plano, perde pouco.
- Bagagem. Menos é melhor. Uma mochila de 30 litros e um saco impermeável chegam para uma semana, com uma muda a secar todas as noites.
Para uma primeira viagem de três dias, a costa a sul de Lisboa é uma boa escola: estradas variadas, paragens frequentes, e a loja ao alcance se alguma coisa correr mal. Quem quiser etapas concretas pode seguir o roteiro da Costa Vicentina de mota.

Reservar, cancelar e devolver
A reserva faz-se com 30% do valor. Se precisar de cancelar, as condições dependem da antecedência: mais de 7 dias úteis dá direito a 100% do valor pago; entre 7 e 5 dias, 70%; entre 5 e 3 dias, 50%; com menos de 24 horas ou em caso de não comparência, não há reembolso. Uma devolução antecipada também não gera crédito pelos dias não usados.
Sobre a devolução, a mota deve chegar na data e hora do contrato. O atraso paga-se à tarifa em vigor, com dias adicionais, e pode haver taxa de penalização se impedir a entrega a outro cliente. A devolução fora do horário da loja é possível com aviso prévio e custa 50 €.
Perguntas frequentes
Posso alugar uma mota por vários dias e fazer mais de 400 km num só dia?
Sim. O limite é calculado sobre o total do aluguer, multiplicando os dias por 400. Se um dia fizer 600 km e outro 200 km, o total conta, não o dia. Só os quilómetros acima do total são cobrados, a 0,49 € cada.
O preço por dia baixa se alugar durante duas semanas?
Não. Não há desconto por aluguer longo: paga o preço por dia da página da mota, nos preços de outubro de 2026, multiplicado pelos dias. A vantagem de ficar mais tempo está na distribuição dos custos fixos da viagem, não na tarifa.
Posso levar a mota para Espanha?
Só com autorização prévia e expressa da loja e com a extensão de seguro e assistência para Espanha, que custa 58 € por cada 10 dias. Sem isso, a circulação fica restrita a Portugal Continental, e a mota tem GPS.
A caução é cobrada ou apenas bloqueada?
Apenas bloqueada, como pré-autorização num cartão de crédito ou de débito em nome do titular do contrato. Se a mota voltar sem danos, sem combustível em falta e sem portagens ou multas por pagar, o bloqueio é libertado; a página de cada mota indica 5 dias úteis, e o seu banco pode demorar mais a atualizar o saldo disponível.
Preciso de levar o cartão físico, ou o telemóvel chega?
A caução é processada no terminal de pagamento da loja, por isso leve o cartão físico, de crédito ou de débito, com limite disponível acima do valor da mota escolhida. Um cartão virtual guardado só no telemóvel não é o plano mais seguro, por isso confirme com a loja antes de chegar.
Pronto para andar de mota em Lisboa?
Reserve a sua mota ou scooter em poucos minutos, com entrega em Lisboa.
Ver a frotaFontes
- 1carta de condução emitida num país da UEhttps://europa.eu/youreurope/citizens/travel/driving-abroad/driving-licence-and-insurance/index_pt.htm
- 2IMT, Instituto da Mobilidade e dos Transporteshttps://www.imt-ip.pt/
- 3IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosferahttps://www.ipma.pt/pt/index.html
- 4Infraestruturas de Portugalhttps://www.infraestruturasdeportugal.pt/
Aluguer de motas e scooters em Lisboa, Portugal.
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