Honda PCX 125: análise e experiência de condução
Honda PCX 125 para alugar em Lisboa: como se conduz, para quem serve, preços de outubro de 2026, carta e caução.

A Honda PCX 125 é a scooter que mais vezes aparece quando alguém pergunta o que alugar para andar em Lisboa sem complicações. Não é a mais barata da frota, nem a mais potente, nem a que mais fotografias merece. É a que menos surpresas dá. Neste texto olhamos para ela como quem se prepara para a conduzir durante um dia ou uma semana: o que sente o condutor, para quem faz sentido, onde começa a ficar curta e como se compara com a versão DX e com as outras 125 da oficina.
Em resumo:
- Preço de outubro de 2026: Honda PCX125 a 45,77 € por dia, versão DX a 55,80 € por dia.
- 125 cm³, 9,2 kW (12,5 cv), 134 kg e assento a 763 mm.
- Carta A1, ou carta B com 25 anos, chega para a conduzir.
- Inclui 400 km por dia; cada quilómetro extra custa 0,35 €.
- Caução de 600 € no cartão, devolvida em 5 dias úteis; reserva com 30%.
O que é, na prática, uma PCX 125
Comecemos pelos números, porque explicam quase tudo o resto. O motor tem 125 cm³ e entrega 9,2 kW, ou 12,5 cavalos, às 8750 rpm. A caixa é um variador automático: não há mudanças, não há embraiagem, abre-se o punho e a scooter anda. O peso em ordem de marcha é de 134 kg e o assento está a 763 mm do chão. Estas são as características que constam da ficha da Honda PCX 125 para alugar em Lisboa.
134 kg é pouco para uma scooter desta categoria. Na prática, significa que a manobra de estacionamento, o empurrar para trás num passeio inclinado ou o pôr no descanso central deixam de ser um exercício de força. Quem nunca conduziu uma mota sente essa diferença logo nos primeiros metros.
O assento a 763 mm é igualmente baixo. Uma pessoa de estatura média apoia os dois pés no chão com folga, o que tira ansiedade às paragens em subida e aos semáforos com piso irregular.
O depósito tem 8,1 litros e o combustível é gasolina de 95 octanas. A ficha do aluguer aponta para uma autonomia de cerca de 320 km. A Honda Portugal indica um consumo de 2,1 L/100 km, valor que fazendo a conta ao depósito daria até 385 km em condições ideais. Em cidade, com semáforos e trânsito, conte com o valor mais conservador, o de 320 km, e abasteça sem esperar pelo último traço.
Como se conduz
Uma scooter automática exige menos pensamento do que uma mota com mudanças, e isso tem um efeito curioso: o condutor sobra em atenção para o que interessa. Olha mais para os espelhos, para os peões, para as portas dos carros estacionados. Em Lisboa, onde as surpresas vêm do lado direito, isso conta.
Cidade: onde a PCX é mais forte
O arranque é suave e a resposta é progressiva. Com 12,5 cv não se espera uma aceleração agressiva, mas a primeira parte do punho é pronta o suficiente para sair à frente dos carros num semáforo e arrumar-se com calma na faixa. Os 134 kg ajudam a mudar de direção depressa quando surge um buraco ou uma tampa de saneamento molhada.
Há dois travões de disco, de 220 mm à frente e atrás segundo a Honda, e o ABS faz parte do conjunto. Numa calçada portuguesa molhada, um travão com ABS dá tranquilidade; ainda assim, a calçada molhada pede sempre travagens longas e suaves, mesmo com tecnologia. A Honda refere também um controlo de binário selecionável (HSTC) na gama atual, que vigia a aderência do pneu traseiro. Confirme com a equipa no levantamento o que a sua unidade traz.
O espaço sob o assento é um dos argumentos mais práticos. A Honda anuncia 30,4 litros, suficientes, diz a marca, para um capacete integral. Na rua, isto traduz-se em guardar o capacete quando se almoça numa esplanada em Cascais, ou deixar uma mochila pequena sem andar de volta dela às costas. Há ainda uma tomada USB-C, que carrega o telemóvel enquanto usa a navegação.
Estrada aberta: onde começa a ficar curta
Aqui convém ser honesto. Uma scooter de 125 cm³ não foi desenhada para auto-estradas com vento lateral e camiões. Fora da cidade, rende melhor em estradas nacionais e municipais, onde a velocidade é moderada e a paisagem compensa o ritmo. Em subidas longas, como as que sobem para a serra de Sintra, a velocidade desce e o motor pede o punho todo. Não é um defeito, é o que se espera de 9,2 kW. O erro está em planear um dia como se fosse uma mota de 650 cm³.
Em contrapartida, o assento baixo e a posição direita tornam as saídas de duas ou três horas mais fáceis do que a ficha técnica faz supor.

PCX ou PCX DX: o que muda
A frota inclui duas versões. A PCX125 normal custa 45,77 € por dia e a PCX125 DX custa 55,80 €, ambos com preços de outubro de 2026. A diferença é de 10,03 € por dia, ou 30,09 € num aluguer de três dias.
No papel, as duas partilham o mesmo motor, a mesma potência, o mesmo peso e a mesma altura de assento. O que a DX acrescenta, segundo a descrição do acabamento no site e a página da Honda, é o pacote mais completo: um ecrã TFT de 5 polegadas com ligação ao telemóvel (Honda RoadSync) e amortecedores traseiros de reservatório exterior. A Honda descreve esses amortecedores como mais confortáveis para a cidade.
| Característica | PCX125 | PCX125 DX |
|---|---|---|
| Preço por dia (outubro de 2026) | 45,77 € | 55,80 € |
| Potência máxima | 9,2 kW (12,5 cv) | 9,2 kW (12,5 cv) |
| Peso em ordem de marcha | 134 kg | 134 kg |
| Altura do assento | 763 mm | 763 mm |
| Caução | 600 € | 600 € |
| Quilómetros incluídos | 400 km por dia | 400 km por dia |
Compensa a DX? Depende de como pensa usar a scooter. Se vai seguir um mapa no telemóvel durante o dia todo, ter a navegação no ecrã à frente, em vez de num suporte improvisado, é uma vantagem real. Se o plano é hotel, restaurante e praia próxima, a versão base cumpre exatamente o mesmo trabalho e deixa 10 € por dia no bolso.
Para quem faz sentido
Quem nunca conduziu mota
Aqui a PCX é a escolha óbvia, desde que tenha carta. A automática elimina a parte mais assustadora da primeira vez, que é gerir mudanças enquanto se aprende o trânsito. O peso baixo e o assento acessível fazem o resto. A recomendação prática é a mesma de sempre: dê uns minutos a si próprio num local calmo antes de entrar nas avenidas.
Casais e viajantes de passagem
Uma scooter de 125 cm³ é mais ágil do que um carro de aluguer e não obriga a procurar estacionamento durante vinte minutos. Para quem tem três ou quatro dias em Lisboa e quer incluir Belém, Parque das Nações ou uma saída até ao Estoril ou a Cascais, a lógica é imbatível.
Quem já conduz mota mas quer conforto
Quem vem de uma mota grande e quer apenas circular na cidade encontra aqui uma automática leve, que cansa menos em trânsito pesado.
Quem precisa de velocidade
Se a sua ideia de dia perfeito inclui longos troços de auto-estrada, uma 125 não é o veículo certo. Nesse caso, olhe para a categoria seguinte, de scooters maiores ou motas de média cilindrada, em vez de tentar forçar uma 125 a fazer o que não foi desenhada para fazer.
A carta que precisa
A ficha do aluguer pede carta de condução de categoria A1, ou categoria B se o condutor tiver 25 anos. Isto coincide com o que o IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) explica na sua página sobre as cartas de condução de motociclos: os titulares de carta B consideram-se habilitados para motociclos até 125 cm³ e potência máxima de 11 kW (categoria A1), desde que tenham 25 anos ou mais, ou sejam titulares de habilitação válida para ciclomotores.
A PCX cumpre este limite com folga. Os 9,2 kW são inferiores aos 11 kW do teto da categoria A1, e os 125 cm³ coincidem com o limite de cilindrada. Quem quiser perceber como as diferentes categorias se organizam encontra o quadro completo na página do IMT sobre as categorias de cartas de condução.
Além da carta, o aluguer pede bilhete de identidade ou passaporte, um cartão de crédito ou débito para bloquear a caução e experiência adequada de condução de motociclos.
Quanto custa, de facto
Os preços variam por dia e não há desconto por aluguer longo, por isso a conta é direta. A PCX125 a 45,77 € por dia significa 137,31 € em três dias e 320,39 € em sete dias, com os preços de outubro de 2026. A versão DX a 55,80 € por dia faz 167,40 € em três dias e 390,60 € em sete.
O preço inclui todas as taxas (IVA a 23%), seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, cadeado e um capacete simples de condutor. Os quilómetros incluídos são 400 por dia, e cada quilómetro adicional custa 0,35 €. Com 320 km de autonomia por depósito, passar dos 400 km num dia é raro, mas se acontecer, 50 km a mais custam 17,50 €.
A caução é de 600 € e fica retida no cartão, sem ser cobrada, sendo devolvida no prazo de 5 dias úteis depois da entrega. Para reservar basta pagar 30% do valor total no momento da marcação; o resto paga-se no levantamento. Convém verificar o limite disponível do cartão antes de chegar à loja, porque a caução precisa de espaço livre.
O que fica de fora
O serviço de entrega ao domicílio ou no aeroporto é pago à parte. A alternativa é o levantamento na loja de Sobreda, na Estrada Nacional N10-1, n.º 189, aberta todos os dias das 09:00 às 19:00.
Três ideias de dia com a PCX
Cidade histórica
Praça do Comércio, Alfama, Belém e Parque das Nações, tudo no mesmo dia, sem uma única volta de estacionamento. A scooter encaixa-se onde um carro não passa, e o espaço sob o assento recebe o capacete enquanto visita um museu ou almoça. Para quem tem pouco tempo na cidade, é provavelmente o melhor uso possível do aluguer.
Linha de Cascais
Seguir pela marginal até ao Estoril e a Cascais é uma saída clássica. O ritmo é moderado e o motor de 125 cm³ trabalha dentro da zona de conforto. Em dias de vento forte, segure o guiador com firmeza: com 134 kg, a PCX sente as rajadas mais do que uma mota pesada.
Sintra
As estradas que sobem para a serra obrigam a PCX a trabalhar com o punho quase todo aberto. Dá para ir, mas o ritmo é lento. Se escolher este passeio, saia cedo, leve uma camada de roupa extra e reserve tempo para parar.

Os pontos fracos, ditos sem rodeios
Nenhuma scooter é perfeita, e a PCX tem os seus limites. Primeiro, a potência: 12,5 cv chega para a cidade, mas não para ultrapassagens decididas em estrada nacional com tráfego rápido. Segundo, o vento: com um peso baixo e uma carenagem larga, a scooter sente rajadas fortes, sobretudo em pontes e zonas abertas junto ao mar. Terceiro, o espaço: 30,4 litros são suficientes para um capacete e pouco mais, por isso quem viaja com bagagem tem de a levar às costas ou escolher outro tipo de veículo.
Há ainda a questão do passageiro: a posição do segundo ocupante numa 125 é sempre um compromisso, e o conforto de duas pessoas em passeios longos é menor do que numa scooter de 350 cm³. A frota inclui esse tipo de modelos, e quem planeia andar sempre a dois deve compará-los antes de reservar.
Como reservar e preparar o dia
O processo é simples. Escolha as datas na página da scooter, confirme a disponibilidade e pague 30% para garantir a reserva. No levantamento, leve o documento de identificação, a carta e o cartão para a caução. Verifique o estado da scooter antes de sair, regule os espelhos e dê uma volta curta no parque antes de partir.
Se está a comparar opções, a lista completa de alugar scooter 125 em Lisboa mostra todos os modelos e preços atuais. Para comparar com o resto da categoria, veja os preços e as condições gerais do aluguer de motas 125 em Lisboa.
Depois da carta e das condições, resta um pormenor: a ficha técnica oficial. A página da PCX 125 na Honda Portugal descreve o equipamento da gama atual, e a página de especificações da PCX 125 reúne os valores de consumo e de arrumação. Lembre-se de que são dados do fabricante para o modelo atual, que podem diferir ligeiramente da unidade de 2025 da frota.
Perguntas frequentes
Que carta preciso para alugar uma Honda PCX 125?
Carta de categoria A1, ou carta B se tiver 25 anos. Terá também de apresentar identificação, um cartão de crédito ou débito para a caução e ter experiência adequada de condução de motociclos.
Quanto custa alugar a PCX 125 por dia?
Com os preços de outubro de 2026, a PCX125 custa 45,77 € por dia e a PCX125 DX custa 55,80 € por dia. O preço inclui IVA, seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem, cadeado e capacete de condutor.
Quantos quilómetros posso fazer por dia?
Cada dia de aluguer inclui 400 km. Se ultrapassar esse valor, cada quilómetro adicional custa 0,35 €. Um dia de 450 km, por exemplo, acrescenta 17,50 € ao total.
Como funciona a caução?
São 600 €, retidos no cartão de crédito ou débito no momento do levantamento e devolvidos no prazo de 5 dias úteis. Como o valor fica bloqueado e não é debitado, certifique-se de que o limite do cartão tem margem suficiente.
Posso levar a scooter para fora de Lisboa?
Os 400 km diários incluídos dão margem para saídas até Cascais ou Sintra e para regressar no mesmo dia. Se a saída for mais longa, calcule o consumo a partir dos 8,1 litros de depósito e abasteça com antecedência: a autonomia de cerca de 320 km é um valor de referência, não uma garantia, e o consumo sobe em subidas longas e com vento forte.
Pronto para andar de mota em Lisboa?
Reserve a sua mota ou scooter em poucos minutos, com entrega em Lisboa.
Ver a frotaFontes
- 1cartas de condução de motocicloshttps://www.imt-ip.pt/condutores/informacoes-gerais/quero-ser-condutor/cartas-de-conducao-de-motociclos/
- 2categorias de cartas de conduçãohttps://www.imt-ip.pt/condutores/informacoes-gerais/quero-ser-condutor/categorias-de-cartas-de-conducao/
- 3página da PCX 125 na Honda Portugalhttps://www.honda.pt/motorcycles/range/scooter/pcx-125/overview.html
- 4especificações da PCX 125https://www.honda.pt/motorcycles/range/scooter/pcx-125/specifications.html
Aluguer de motas e scooters em Lisboa, Portugal.
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